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Pilates no Tratamento de Doenças Cardiovasculares

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16
Jul/2016

Escoliose e Pilates: Qual o Rumo Certo para sua Coluna?

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16
Jul/2016

O método Pilates é indicado para cuidar da saúde da mulher durante o período da gestação e no pós-parto?

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Jul/2016

Dicas para contornar dores e desconfortos no inverno

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Jul/2016

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Jul/2016

Pilates e seus benefícios na terceira idade

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02
Jul/2016

Pilates no Tratamento de Doenças Cardiovasculares

Fonte: Texto adaptado Blog do Pilates

 

Você sabia que de acordo com a Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular, a epidemiologia das doenças cardiovasculares neste início de século, possui comportamento semelhante as grandes epidemias dos séculos passados?

Nesse texto iremos apresentar além de dados sobre as doenças do coração no Brasil, como o método Pilates pode contribuir no tratamento dessas patologias, como seus benefícios podem ajudar na reabilitação de alunos com essas complicações.


As doenças cardiovasculares são responsáveis pela maior causa de mortalidade no Brasil e é a principal causa de internação hospitalar pelo SUS, correspondendo a 22% das internações após os 45 anos de idade, em ambos os sexos.

Isto pode ser devido ao fato de que a população idosa está em crescente aumento e que nos últimos anos tem crescido a prevalência de fatores de risco, como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus.

Mas não é só no Brasil, tanto os países desenvolvidos, quanto os em desenvolvimentos possuem gastos elevados e alta prevalência dessas doenças.

Há algumas décadas, a prática de exercício físico nessa população, chegou a ser questionada e até mesmo não recomendada.

Porém, nos últimos anos, com o avanço da ciência e com o surgimento de inúmeros estudos, sabe-se os benefícios do exercício regular para as pessoas com doenças cardiovasculares, como aumento da força muscular, melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida.

E conhecendo todos os benefícios do método criado por Joseph, como aumento da força muscular, da flexibilidade, equilíbrio e melhora do condicionamento físico, não seria possível utilizá-lo nesses pacientes?

Atualmente, a prática do Pilates está crescendo mundialmente e ganhando vários adeptos e tem se mostrado um potencial recurso adicional utilizado na reabilitação de pacientes com doenças cardiovasculares.

Inclusive, a Diretriz Sul-Americana de Prevenção e Reabilitação Cardiovascular, cita o método Pilates como alternativa ao exercício convencional com pesos livres ou aparelhos de musculação.

Na literatura existem diversos estudos que utilizaram o método, porém ainda são poucos os que o estudaram nesses pacientes. Mas, existem algumas evidências a respeito.

Um desses estudos, foi realizado em pacientes com insuficiência cardíaca, que é uma síndrome clínica e representa o desfecho final de várias doenças que acometem o coração.

Guimarães e colaboradores, realizaram um ensaio clínico randomizado, com o objetivo de investigar os efeitos do Pilates nas variáveis de capacidade de exercício em pacientes com insuficiência cardíaca.

Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um grupo realizou o exercício aeróbico, seguido da reabilitação cardíaca convencional e o outro realizou o exercício aeróbico, seguido do MAT Pilates, ambos 2 vezes por semana, durante 16 semanas.

Como resultado, o grupo reabilitação convencional melhorou somente a tolerância ao exercício, já o grupo que realizou o MAT Pilates, além da tolerância ao exercício, também teve aumento significativo do consumo de oxigênio pico, da ventilação, do pulso de oxigênio (relação entre o consumo de oxigênio e a frequência cardíaca) e diminuição da pressão arterial diastólica de repouso.

Os autores concluíram que o método Pilates pode ser benéfico e utilizado como uma alternativa para os pacientes com insuficiência cardíaca que prefiram outras formas de exercício e ressaltam a necessidade de mais estudos.

Mas, tão importante como reabilitar, é prevenir. Como já dizia o antigo ditado: “é melhor prevenir, do que remediar! ”.

A prevenção e controle das doenças cardiovasculares e seus fatores de risco são fundamentais para evitar um crescimento epidêmico dessas doenças e suas consequências deletérias para a qualidade de vida e o sistema de saúde no país.

O Pilates é um tratamento não farmacológico, que também poderá contribuir de forma significativa na prevenção dessas doenças e isso já é demonstrado em algumas pesquisas.

Junges e colaboradores, após realizaram uma recente revisão sistemática sobre o efeito do Pilates em fatores de risco para doenças cardiometabólicas, concluíram que o Pilates está se consolidando como um exercício eficaz na redução de porcentagem de gordura corporal, massa gorda, relação cintura/quadril e da pressão arterial em indivíduos de diferentes faixas etárias.

Entretanto, apenas três estudos foram encontrados investigando o efeito do Pilates em relação de fatores de risco clássicos para as doenças cardiometabólicas, como a glicemia, os triglicerídeos e a HDL-c, não sendo observados efeitos do Pilates nesses fatores.

E acrescentam que são necessários mais estudos, inclusive com um tempo de intervenção maior, para que se possa confirmar a eficácia do método na diminuição dos fatores de riscos cardiometabólicos.

É importante lembrar que para que o Pilates seja realizado com segurança, deve-se respeitar a individualidade dos pacientes, levando em consideração a doença de base, a condição clínica e outras doenças associadas.

Além da necessidade de sempre realizar um monitoramento desses pacientes antes, durante e após as sessões. Alguns parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca, saturação periférica de oxigênio e percepção subjetiva de esforço (escala de Borg), devem ser aferidos e avaliados. Caso alcancem valores acima do considerado seguro, os exercícios devem ser interrompidos.

Outro importante ponto a ser observado, são quais os medicamentos que esse paciente está fazendo uso, pois alguns deles, podem influenciar a resposta cardiovascular durante o exercício. Como é o caso dos betabloqueadores, que atuam diminuindo a resposta cronotrópica do coração.

Conclusão


Para que o método Pilates seja utilizado na reabilitação de pacientes com doenças cardiovasculares, é importante que o profissional, além da formação em Pilates, tenha formação em Fisioterapia Cardiovascular ou Cardiorrespiratória, se Fisioterapeuta, por exemplo.

Os estudos publicados demonstram os benefícios do Pilates para essa população. Porém, ainda são poucas as evidências da associação do método com as doenças cardiovasculares. Dessa forma, é necessária uma boa avaliação e não esqueça de levar em consideração as comorbidades prévias apresentadas por esses pacientes, para que o Pilates seja realizado com segurança e que traga o máximo de benefício para os praticantes.


 

Escoliose e Pilates: Qual o Rumo Certo para sua Coluna?

Fonte: Texto adaptado Fisiociência

 

A sua, a minha, a nossa coluna vem, ao longo do tempo, adaptando-se às demandas decorrentes das atividades estressantes e disfuncionais do dia-a-dia, gerando alterações no seu alinhamento conhecidas como escoliose. Essa disfunção afeta, infelizmente, desde crianças até idosos.
O pilates é um ótimo método para buscar o realinhamento dessa parte do corpo tão importante. A escoliose é um desvio da coluna vertebral para a esquerda ou direita, resultando em um formato de “S” ou “C”. É um desvio da coluna no plano frontal, acompanhado de uma rotação e de uma gibosidade (corresponde a uma lateroflexão vertebral).

A vida corrida da velha e nova geração conduz a atividades muito desalinhadas, causando desequilíbrio no nosso eixo corporal, comprometendo deste a saúde até a estética e autoestima. Esse desalinhamento surge na infância com crianças que carregam muito peso em mochilas escolares de forma inadequada. Essa alteração também pode ser congênita, no qual já se nasce com ela. Contudo, a mais frequente é adquirida por maus hábitos posturais, podendo ser tratada precocemente.
Os tratamentos são variados, entretanto, para criança, adolescente ou mesmo adulto, são muito desgastastes os tratamentos convencionais, que são cansativos e desestimulantes devido a rotina repetitiva. Neste sentido o método Pilates vem com uma proposta inovadora, no qual o foco não é simplesmente as curvaturas, mas o indivíduo como um todo. Deixa de ser apenas um tratamento e passa a ser uma atividade física de qualidade de vida.

O objetivo por meio de uma série de exercícios não é focalizar a curvatura, alongando de um lado e fortalecendo do outro; o objetivo é tratar a coluna de uma forma geral fortalecendo e flexibilizando todos os músculos que envolvem a coluna, gerando mais estabilidade e de forma nada tradicional, com mais de 700 exercícios extremamente dinâmico voltados não só para a curvatura, mas para hipertrofia muscular, mobilidade da coluna e equilíbrio do tronco. É uma atividade completa, que não visa apenas à coluna vertebral, mas o indivíduo como um todo.

Se a terapia por meio do Pilates iniciar precocemente, essa coluna poderá ser reestabelecida no seu eixo vertical voltando ao seu alinhamento. Caso o tratamento seja tardio, ele tende a melhorar a sintomatologia como dor e fadiga muscular e promover maior estabilidade da coluna durante as atividades de vida diária.
Hoje, o método Pilates é realmente um tratamento que a ciência preconiza para pessoas com escoliose, no qual as publicações científicas mostram a eficácia do método – inclusive em escoliose estruturais de adultos. O que seria mais indicado ser feito usando o Pilates? A melhor seleção de exercícios seria todos que trabalham em cadeia cinética fechada frontal e lateral, tanto em solo quando em equipamentos, para promover distribuição de carga lateral uniforme.

Porque buscar novas alternativas?

Hoje, com tantas possibilidades de tratamentos, é extremamente importante escolher o que mais envolve, de forma prazerosa, quem busca os tratamentos de escoliose, pois o tratamento é lento e longo. Pode-se concluir que o método Pilates, por meio dos exercícios de hipertrofia longitudinal, radial e tensões máximas, principalmente em cadeia cinética fechada, associados ao princípio de equilíbrio da conexão mente-corpo, irá promover resultados mais eficazes nos indivíduos portadores dessa alteração postural.

É importante que o tratamento comece o mais cedo possível com foco em estabilidade da coluna. Outro ponto importante é escolher professores qualificados que usem o Pilates como mais que um tratamento, mas como uma escolha de filosofia de treinamento corporal que gera prazer e que poderá ser usado por toda vida.
Profissionais que conhecem além da fisiopatologia da disfunção, vão fazer grande diferença durante o curso do tratamento, pois conhecem os mecanismos pelos quais o método é capaz de tratar, usando os princípios intrínsecos da hipertrofia organizada e equilíbrio neuromuscular.


 

O método Pilates é indicado para cuidar da saúde da mulher durante o período da gestação e no pós-parto?

Fonte: Texto adaptado Fisiociência

 

A gestação não é uma doença ou disfunção. Na verdade, durante o período da gravidez, a mulher tem suas funções adaptadas para o período gestacional, no qual ela precisa respeitar essas alterações fisiológicas – que não são patológicas e, sim, fisiológicas circunstanciais.
Durante a gestação, o método deve ser aplicado não como um treinamento físico, e sim como um método para melhorar o condicionamento da mulher para facilitar o processo de gestação, facilitando o trabalho de parto e acelerando sua recuperação pós-parto. 
É importante ressaltar que, em cada trimestre da gestação, o método Pilates deve ter uma abordagem de acordo com as alterações sistêmicas. Contudo, está contra-indicada a atividade se houver algum fator específico ou pré-existente, como um aborto ocorrido no primeiro trimestre, ou quadro de placenta prévia, ou, ainda, histórico de sangramentos. 
O método Pilates está indicado para a dispnéia (respiração ofegante e cansaço), controle da pressão arterial alta e fadiga muscular gerada pela sobrecarga muscular. Também auxilia na diminuição das cãimbras pois promove hipertrofia longitudinal nos músculos, gerando mais flexibilidade. Aumentar a força de músculos importantes, como os estabilizadores da escápula, diminuindo a curvatura da coluna torácica (curvada para frente), reorganiza o centro de gravidade, melhorando o equilíbrio corporal. O método promove também estabilização da coluna lombar, dando mais conforto na coluna e reorganização biomecânica do compartimento lombo pélvico.
O pilates também pode ajudar e muito à mulheres grávidas (ou não) na relação sexual pois, segundo estudo com a população brasileira conduzido em 2004 pela psiquiatra, fundadora e coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Carmita Helena Najjar Abdo e colaboradores, 49% das mulheres tem, pelo menos, uma disfunção sexual; sendo o desejo sexual hipoativo (26,7%) o mais encontrado, seguido de dor no ato sexual (23,1%) e disfunção orgástica (21%). Ou seja, durante o ato sexual, quanto mais força a mulher tiver no assoalho pélvico, melhor será o acoplamento do ato sexual e menor será a chance da mulher sentir dor e maior será a chance dela sentir prazer.
Outro fator que auxiliará neste momento é a mobilidade pélvica e a flexibilidade dos músculos adutores pois, com isso, a mulher conseguirá abduzir (abrir) os quadris facilitando a penetração – já que, quanto mais encurtados os músculos internos das coxas, mais limitada a abertura das pernas e maior dificuldade a mulher terá durante o ato sexual.

 

Dicas para contornar dores e desconfortos no inverno

Fonte: Texto adaptado Revista Pilates

 

O inverno oficialmente chegou e promete ser um dos mais rigorosos dos últimos tempos, com o fenômeno La Niña. Hoje,  daremos algumas dicas para prevenir e reduzir os reflexos do frio no organismo, que se tornam mais constantes e intensos, causando dores musculares e articulares.

Alguns dos fatores que explicam a relação entre frio e dor, são o aumento da tensão nas fibras musculares, a contração de vasos sanguíneos e a perda de lubrificação articular e muscular.

Os músculos se contraem na tentativa de produzir calor, aumentando a tensão nas fibras musculares. Outro fator é o fenômeno chamado de vasoconstrição periférica: os vasos sanguíneos das extremidades se contraem e direcionam o sangue para o tronco, a fim de manter uma temperatura favorável aos órgãos vitais (cérebro, coração, pulmão e outros órgãos internos). Com isso, os músculos e as articulações recebem um menor aporte sanguíneo e ficam mais sensíveis a dor. Além disso, as baixas temperaturas podem provocar um espessamento do líquido responsável pela lubrificação articular e muscular, gerando limitação de movimento.

A  prática de exercícios físicos durante essa época do ano é deixada de lado, o que acaba provocando rigidez musculo-articular e dor. Por isso, recomendamos a prática de atividades físicas mesmo durante o frio, principalmente para crianças e idosos. Pessoas com doenças, como artrite e artrose, têm sintomas acentuados durante o inverno por normalmente apresentarem diminuição na lubrificação articular e maior tensão da musculatura envolvida com a patologia.

Os exercícios físicos são ótimos aliados para aumentar a temperatura corporal. É preciso movimentar-se, seja com alongamentos, caminhada ou Pilates. Uma boa dica é alongar-se ao acordar para melhorar a flexibilidade dos músculos.

Como já sabemos, o Pilates é uma modalidade que pode ser praticada por qualquer pessoa e muito indicada a todos os públicos, pois alia alongamento, fortalecimento muscular e trabalha a consciência corporal, proporcionando diversos benefícios para o corpo e a mente.
 
 

Por que o Pilates faz bem para a saúde?

Fonte: Revista Pilates

 

Você já deve ter ouvido que o Pilates faz bem para a saúde postural e que diminui dores nas articulações em geral, não é mesmo?

Eu mesma já escrevi vários textos aqui para a Revista Pilates, dando dicas de exercícios fáceis para cuidar da postura, de dores nas costas etc.

Mas você sabe por que exatamente o Pilates é tão indicado para a postura e problemas articulares em relação às outras modalidades de treinamento?

Hoje em dia existem inúmeras formas de se exercitar – musculação, atividades aquáticas, yoga e esportes em geral. Porém, o método Pilates tem conquistado cada vez mais relevância nesse cenário.

Além de ser um sistema de exercícios com equipamentos exclusivos, a filosofia e os princípios do método proporcionam a perfeita conexão mente e corpo, fazendo com que haja uma educação do movimento.

Compreendendo o funcionamento da biomecânica do próprio corpo, é possível move-lo de maneira inteligente, segura e eficaz.

O fortalecimento no método Pilates acontece de dentro para fora. Primeiro recrutam-se as musculaturas mais profundas e depois as superficiais.

Todos os exercícios de mobilização específica e global que são realizados em uma aula têm por objetivo, entre tantos outros, o acionamento e fortalecimento dos músculos profundos de cada articulação: os estabilizadores. Esses músculos são estimulados através exercícios de baixa intensidade e pequenas amplitudes.  Eles são responsáveis por controlar os movimentos que realizamos e preservar a saúde do nosso sistema passivo (articulações, ligamentos, entre outros).

A partir desse trabalho, as articulações estão preparadas para realizar exercícios de maior amplitude e sobrecarga. E então passamos para o fortalecimento das musculaturas superficiais, que são aquelas que sentimos ao fazer esforço, ou que às vezes ficam tensas.   Elas são responsáveis por todo movimento que somos capazes de realizar.

Fortalecendo apenas a musculatura superficial não garantimos o controle do movimento no sentido mais amplo.  As estruturas corporais continuarão em desequilíbrio e novas tensões irão se manifestar.

Quando o fortalecimento é construído de dentro para fora, o corpo estará apto para realizar movimentos mais desafiadores, que exijam força global e grande amplitude de movimento.

Todos os exercícios do Pilates visam amplitude de movimento com qualidade de execução. Sendo assim, a flexibilidade e a mobilidade estão sempre integradas ao trabalho de força e controle do movimento. É a perfeita sinergia das habilidades motoras em prol do equilíbrio – no sentido amplo da palavra.

Acredite! Você tem uma ferramenta incrível para se mover e educar a biomecânica corporal.

O Pilates pode não ser a única atividade que você vai praticar por toda a sua vida. Mas com certeza ele será a base para que você possa praticar o que quiser com maior controle e autoconhecimento.  

E lembre-se: O Pilates educa o corpo que se propõe a praticá-lo, independentemente de suas restrições. Todas as limitações do praticante devem consideradas pelo instrutor, que adaptará os exercícios quando necessário.

Pilates gera hipertrofia muscular?

Fonte: Baseado no texto da Fisiociência

 

O músculo é m órgão secretor hormonal capaz de produzir fatores de crescimento hormonal como o IGF e MGF (insuline e mechanic grow factor) quando submetido à contração submáxima, gerando assim a ativação de células satélites musculares que através de processos moleculares promovem a síntese proteica, o que gera aumento do volume muscular o qual definimos como hipertrofia (Coutinho et. al. 2005, 2006).

Pilates e o caminho para a hipertrofia

Os exercícios desenvolvidos no método Pilates consideram duas características cinesiológicas e funcionais esseciais no rpocesso de ganho de trofismo. A primeira característica do método é a realização de padrões motores em aplitude máxima, o que sugere a estimulação mecânica na junção miotendínea e o que gera a produção de fatores de crescimento muscular longitudinal (NOs), promovendo o que chamamos de hipertrofia longitudinal. A segunda característica é a realização de contrações submáximas as quais devem estimular a produção de MGF promovendo a hipertrofia radial desta forma teremos provavelmente o que denominamos de HIPERTROFIA ORGANIZADA.

Qualquer pessoa poderá desenvolver hipertrofia decorrente do método Pilates, contudo, quanto mais velha a pessoa, menor sua capacidade de gerar síntese de proteína muscular, devido a uma série de alterações hormonais decorrente do processo de envelhecimento. No entanto, se praticado corretamente, o método é capaz de gerar contrações submáximas no músculo que responderá com a produção de MGF. Não importa a idade, o músculo responde.

A grande vantagem deste método é que todos os exercícios são indicados para o que chamamos de hipetrofia organizada, não só força, mas equilíbrio neuro muscular será gerado, musculos fortes, flexíveis e jovens aos 20 ou as 80 anos.

Pilates contra a obesidade

Fonte: Revista + que Pilates

 

O Método Pilates pode auxiliar no controle e na diminuição do peso corporal

 

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 56% da população sofre com excesso de peso e 13% dela está obesa no Brasil. Ou seja, mais da metade da população brasileira está acima do peso.

O Pilates pode ajudar nesta causa, pois quem o pratica também queima calorias. Em uma aula iniciante, a média de gasto calórico do praticante é de quase 200 calorias, segundo estudo publicado na Revista Científica ENAF. Numa aula mais avançada, o praticante pode gastar até 500 calorias.

Claro que não é somente este o foco do método, visto que ele auxilia de diversas maneiras: diminui a ansiedade, causando um maior controle sobre a reeducação alimentar; aumenta a autoestima, proporcionando ao praticante mais vontade de cuidar de si mesmo; aumenta o percentual de massa magra e consequentemente o praticante gasta mais calorias mesmo em repouso; protege as articulações para o exercício aeróbico mais intenso; proporciona mais disposição, relaxamento e concentração para outras atividades de vida diária.

Sabemos que a obesidade não interfere apenas na estética, mas na saúde geral do indivíduo. A obesidade e o sedentarismo são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. Para que esse indivíduo tenha sucesso na busca por uma vida melhor, ele deve associar a prática de Pilates com reeducação alimentar e atividade aeróbica, como caminhada, natação, corrida, bicicleta. Para realizar estes exercícios, é importante que sua musculatura e articulações estejam preparadas e é aí que entra o Pilates, arrumando o corpo para uma nova fase mais saudável.

Inicialmente, é importante trabalhar a consciência corporal, onde o aluno irá redescobrir seu próprio corpo; identificar pontos fortes e fracos e encontrar seu equilíbrio; possibilitar o fortalecimento global, principalmente dos músculos que auxiliam na manutenção de uma boa postura, como abdominais e paravertebrais; alongar; estimular a mobilidade articular; além de realizar alinhamento postural.

Desta forma, com o decorrer das aulas, o aluno vai percebendo as mudanças de hábito e comprovando os benefícios do método em sua rotina, desenvolvendo o prazer pela atividade física e compromisso com seu bem estar e qualidade de vida.

O Pilates, sem dúvida, veio para ficar e auxiliar a população brasileira na busca por um estilo de vida mais saudável. Portanto, ninguém deve ficar de fora de uma boa aula. É só se divertir e aproveitar os benefícios do método, desde que, sempre acompanhado de um profissional altamente competente e habilitado.

 

Pilates e seus benefícios na terceira idade

Fonte: Revista + que Pilates

 

Praticando Pilates, homens e mulheres acima dos 70 anos estão se sentindo mais jovens, ágeis e confiantes do que aos 50

Acompanho alunos que praticam Pilates há 21 anos ininterruptamente e é maravilhoso observar como próximos aos 80 anos, eles se movimentam de maneira leve, equilibrada e segura, quando o esperado seria a diminuição gradativa das suas capacidades físicas. Vão e voltam do solo como adolescentes, se penduram pelos braços ou pernas como crianças, carregam pesos como jovens. Com a percepção ativada e muito positiva em relação aos seus corpos devido aos anos de prática de Pilates, possuem habilidade para se proteger de movimentos que possam causar dor ou lesão.

Contrariando a prática de épocas passadas, onde se aconselhava aos mais velhos fazer repouso e evitar esforços físicos, hoje encontramos adultos com mais de sessenta anos em pleno vigor e sem problemas de saúde, colocando a realização de atividades físicas gentis e revigorantes para o corpo como parte integrante de suas vidas.

As manifestações de envelhecimento mais conhecidas, como a diminuição de massa e força muscular, associadas à diminuição dos hormônios sexuais e à fragilidade óssea, podem transformar atividades rotineiras, como levantar de uma cadeira ou abrir uma janela, em grandes desafios.

A aplicação de exercícios resistidos de forma moderada, presentes no Método Pilates, tem sido prescrita como a mais adequada à terceira idade, fortalecendo integralmente músculos e ossos. Quando bem realizada, apresenta baixo risco de acidentes vasculares em geral, oferecendo, segundo recentes pesquisas, maior segurança do que os exercícios aeróbios contínuos. O treinamento corporal por meio do Método Pilates com predominância de exercícios resistidos, em idosos, pode ser o grande aliado da manutenção da saúde e qualidade de vida durante o processo de envelhecimento.

Com a aplicação dos 6 princípios básicos – concentração, controle, centro, precisão, respiração e fluidez -somados ao vasto repertório de exercícios executados nos equipamentos e acessórios, com sets de 8 a 10 repetições, frequência de duas a três vezes por semana e o aumento da intensidade das cargas de maneira gradual e cautelosa, as aulas de Pilates proporcionam ao aluno idoso um treino prazeroso e eficiente.

Os exercícios realizados nos equipamentos são mais seguros para alunos com mais idade do que os realizados com pesos livres, pois diminuem os riscos associados às deficiências visuais, falta de equilíbrio, dores, entre outros. Nas aulas, os praticantes são submetidos a períodos curtos, regulares e repetidos de trabalho, complementados por períodos de repouso adequados. Os vários grupos musculares são solicitados de maneira diversificada e com cargas menores, sendo esta forma, segundo pesquisas, a mais indicada para o trabalho com alunos idosos.

A prática de Pilates, além de fortalecer músculos, ossos e normalizar a flexibilidade em todas as articulações, desenvolve e mantém a capacidade do aluno de desempenhar as atividades cotidianas de maneira espontânea e promove mais facilmente a execução de esforços comuns da vida diária, tanto de alta, como de média e baixa intensidades, imprescindíveis para a autonomia funcional e a diminuição de acidentes, propiciando, inclusive, mais segurança na realização das atividades aeróbias.

O primeiro passo está numa escolha acertada e apropriada de qual atividade física a ser feita. Quais os objetivos com a atividade? Performance? Vaidade? “Projeto verão”? Ou:  Saúde? Qualidade de vida? Consciência e percepção do próprio corpo? Processo de envelhecimento com plena autonomia? Daí percebo, mais uma vez, como Joseph Pilates estava realmente à frente de seu tempo, pois em sua filosofia considerava como fundamental a prática de Pilates para a melhora e manutenção da qualidade de vida e da saúde, numa contra-corrente aos exercícios considerados por ele como artificiais, ou seja, aqueles que submetem o corpo a esforços sucessivos, em posições desequilibradas, sob tensões até a exaustão.

Cabe a nós, instrutores de Pilates, a responsabilidade e atuação como disseminadores das práticas de saúde, orientando os alunos, principalmente os mais jovens, nesta tomada de decisão, para que continuemos, futuramente, a nos surpreender tão positivamente como estamos nos surpreendendo agora com nossos alunos de 60 anos ou mais.