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16
Jul/2016

Diástase Abdominal: Uma disfunção preocupante

Fonte: Mais que Pilates

Apesar dos artigos e publicações, em geral, abordarem a Diástase Abdominal apenas como um problema advindo da gravidez, o excesso de peso e os exercícios abdominais executados de forma incorreta podem contribuir para o aparecimento dessa alteração na parede abdominal, tanto em homens quanto em mulheres. Em consequência dessa deformidade na região abdominal, a integridade do “core” pode diminuir potencialmente e, ainda, criar estratégias ruins para postura, movimento e/ou respiração, e criar falhas que favoreçam o aparecimento de dor lombar e disfunções no assoalho pélvico.

Os músculos abdominais são foco de treinamento em vários esportes e o grande objetivo em técnicas que exigem precisão e controle. Ter o abdômen bonito permeia o imaginário, o desejo contido dos “malhadores”, e caracteriza, muitas vezes, o aspecto saudável de um corpo. Mas a importância do abdômen (e seus músculos) vai além do referencial estético. O abdômen, com sua estrutura de músculos e fáscias, forma uma espécie de cinturão responsável por manter os órgãos abdominais em seu lugar e proteger todo conteúdo da cavidade abdominal.

Estes tecidos são importantes, também, pois participam da respiração, ajudam na postura, nos movimentos do tronco, na estabilização da coluna e, ainda, contribuem para as funções que envolvem a tosse, espirro, evacuação e trabalho de parto (Lee et al, 2008; Sapsford, 2004).

Os músculos abdominais que formam esse apoio elástico são: o reto abdominal, os oblíquos (externo e interno) e o transverso. Quando os músculos abdominais se distendem exageradamente ou sucessivas vezes, as fibras sofrem esgarçamento. A área central, conhecida como linha alba, que fica entre os retos e é formada de tecido conjuntivo, é a que mais sofre. Esta frouxidão na linha alba deixa um espaço entre os músculos retos abdominais, condição conhecida como Diástase Abdominal ou Diástase dos Retos. É mais comum acontecer próximo do umbigo e pode ser medida com os dedos ou paquímetro ou, então, de forma mais confiável, via USom.

Nas mulheres, a diástase é causada pela gravidez, obesidade ou idade (em associação com flacidez abdominal). Na gravidez, o útero aumentado de tamanho estira o abdômen para dar espaço ao crescimento do bebê e pode favorecer essa separação das duas grandes bandas paralelas do reto abdominal.Algumas condições favorecem o aparecimento da diástase nas grávidas como: maior idade da mãe, flacidez prévia, ganho de peso aumentado (da mãe e/ou bebê), exercícios abdominais “agressivos” após o 1o trimestre, gestações múltiplas, cesariana, etc. Em geral, nas pequenas diástases, ocorre uma resolução após 6 semanas do parto (Boissonnault, 1998), mas se bem reabilitado, o abdômen pode garantir boa função, mesmo existindo uma separação maior(Lee et al, 2008).

Embora pouco abordada, a Diástase também pode ocorrer em homens ou por aumento de peso e/ou por grandes pressões dentro do abdômen.Quando há acúmulo de gordura na região abdominal associado com distensão progressiva, por exemplo, ocorre deformidade na parede abdominal que pode provocar diástase do reto e hérnias abdominais (Pitanguy et al, 1999). Seu aparecimento está muito associado, também, ao aumento da idade, às flutuações de peso, halterofilismo, abdominais completos executados erroneamente, fraqueza abdominal familiar e condições crônicas que induzam à grande pressãodentro do abdômen (Nahaset al, 2001; Lockwood, 1998).

Mas disso tudo, o que é preocupante para nós que trabalhamos com movimento, é que: exercícios (principalmente, abdominais ‘pesados” e carregamento de peso) executados de forma incorreta, podem aumentar exageradamente a pressão intra-abdominal, favorecendo o aparecimento da diástase dos retos e resultando, ocasionalmente, em hérnias medianas.Numa importante página da Fisioterapia atual, o estudioso dos Trilhos Anatômicos, Tom Myers, escreveu num dos seus artigos que adquiriu uma diástase em função do mau uso da técnica de Pilates: “I had a mild one myself a few years ago via bad Pilates teaching”. Triste realidade!

O que se sabe é que uma Diástase maior que 2,5cm pode interferir na capacidade da musculatura abdominal de estabilizar o tronco e em funções como postura, controle lombo-pélvico, defecação, parto, contenção vesical. Como existe uma relação sinérgica entre os músculos abdominais e o assoalho pélvico, a diminuição da função muscular do abdômen, associada à diástase, pode afetar a performance do assoalho e provocar disfunções como a incontinência urinária de stress, incontinência fecal ou prolapso pélvico e, ainda, dor lombar (Sapsford e Hodges, 2001; Neumann e Gil, 2002; Spitznagle, 2007).

A boa notícia é que exercícios realizados corretamente podem favorecer a prevenção ou diminuição da diástase abdominal (Mesquitaet al, 1999; Rett et al, 2009; Difiore, 2000). Os exercícios de estabilização da coluna, muito utilizados nos tratamentos da dor lombar, serão os mais indicados para esses casos. Fazer uma longa, firme e sutil contração do transverso do abdômen, associada à ativação do assoalho pélvico é a dica importante para execução de todos os exercícios. Preferir os abdominais que movimentam as pernas (sem protrusão do abdômen) aos abdominais com movimentos do tronco e sempre, adaptando os exercícios para reduzir o stress sobre a parede abdominal.

Quando a cirurgia está indicada? Quando existem danos significativos às estruturas e uma tensão suficiente já não pode ser gerada para garantir uma pressão abdominal ideal, nem garantir a execução das funções. Ou seja: nos casos de pós-parto, onde a mulher ainda apresenta dor lombo-pélvica e/ou incontinência, mesmo após um ano realizando tratamento para restaurar a função; nos casos em que a largura da linha média está excedida e os conteúdos abdominais são facilmente palpáveis através da abertura, o que pode causar desconforto; e nos casos gerais que o tratamento não foi capaz de resolver a dor lombar e ainda há pobre controle pélvico e disfunção do assoalho pélvico.

Assim, para prevenir ou tratar a Diástase dos Retos a melhor estratégia é estimular a ativação dos músculos profundos. Exercitar-se com cautela e boa orientação físico-nutricional pode ser suficiente para alcançar os estereótipos de beleza. A saúde não pode ser apenas um objetivo, ela tem que ser um modo de vida. Transforme sua vida, dia a dia! Mude hábitos! Evite os “exageros”, respeitando seus limites! E bons treinos!

 

Nossa coluna cervical e a tecnologia

Fonte: Revista + que Pilates

 

A tecnologia está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Smartphones e tablets são os “acessórios” mais desejados e utilizados no momento. Quando estamos numa fila de banco, no shopping, na padaria, no supermercado ou até mesmo no carro (inadvertidamente) o smartphone está lá, nos lembrando que há algo, importante ou não, para nos “conectar” aos outros.
A pergunta é: será que estamos lembrando de nos conectar com nosso próprio corpo? Mais: quais consequências estes pequenos aparelhos, aparentemente inofensivos, trazem para nosso organismo?

A dor cervical ou dor no pescoço é uma queixa muito frequente nos dias atuais, e, provavelmente, o excesso de uso (overuse) e a má postura são os maiores vilões. Os problemas degenerativos da coluna cervical também são importantes, mas surgem como consequência do estresse que impomos a esta região do corpo, durante longo período ou por toda a vida.
A posição da cabeça centralizada e “sobre” os ombros (de maneira que quando olhamos de lado as orelhas estão alinhadas com os ombros) gera estresse e carga naturais para os músculos do pescoço, coluna torácica e lombar. Quando a cabeça fica projetada para a frente, a carga e o estresse dos músculos aumentam muito, chegando a multiplicar por cinco o peso da cabeça com 60º de flexão da cervical.

O corpo foi projetado para tolerar algum estresse e ter uma boa postura não significa que ela é a ideal todo o tempo. Nos movemos constantemente para buscar posições adequadas para o nosso corpo e manter a saúde dos nossos tecidos. O problema dos pequenos “aparelhinhos” tecnológicos é que repetimos e mantemos a má postura durante períodos prolongados e o pior, sem perceber.

Recorra ao Pilates

Pilates é um método conhecido por trabalhar “de dentro para fora”, ativando nossas sensações e músculos profundos de maneira específica e eficiente. Os músculos profundos são os mais próximos das nossas vértebras e os mais habilidosos em perceber e corrigir a posição e o movimento da nossa coluna. Por isso, são essenciais os exercícios que parecem simples e que não exigem muito esforço (força), mas grande concentração e precisão. A resistência destes músculos também deve ser treinada para, posteriormente iniciar exercícios que precisam de força (ativando mais músculos superficiais durante o exercício).

O grande diferencial ao praticar exercícios de Pilates, direcionando os cuidados para a região cervical não é “o quê você faz”, mas o “como você faz”. Pequenas dicas podem influenciar e modificar o movimento de maneira surpreendente. Um instrutor experiente e habilidoso é a pessoa mais indicada para selecionar as dicas que melhor organizam o movimento.
Um exercício simples que chamo de “Cervical Clock” (relógio cervical) pode auxiliar na ativação dos músculos profundos. A primeira variação deste exercício também é conhecida como Exercício de Coordenação da Flexão Craniocervical (ECFC) e sua avaliação é um teste utilizado por fisioterapeutas para verificar a habilidade do paciente em ativar a musculatura profunda da coluna cervical.

O’ Leary e colaboradores (2007) verificaram uma redução imediata e localizada da dor cervical em voluntários com dor cervical crônica logo após o ECFC. A melhora da dor foi de 14% a 21%.

O exercício “Cervical Clock” pode ser executado em várias posições (deitado, sentado, em pé, etc). Procure iniciar a prática deitado de barriga para cima (em supino). Deite-se, relaxe o corpo e mantenha as curvaturas naturais da coluna (deve haver um pequeno espaço entre a coluna lombar e o chão, assim como também um espaço entre o pescoço e o chão), com os joelhos dobrados e pés apoiados no chão.

Imagine que existe um relógio na frente do nariz (use a palma da mão na frente do nariz como referência). Enquanto solta o ar, leve o nariz para baixo, na direção do ponteiro das “6 horas” do relógio. Em seguida, inspire e leve o nariz para cima, direcionando para o ponteiro das “12 horas” do relógio.

Os movimentos devem ser pequenos e realizados suavemente, gerando um leve balanço sobre a parte posterior da cabeça. O olhar deve acompanhar a direção do movimento. Ao tocar os músculos da frente do pescoço, você deve sentir que eles continuam relaxados.

Cervical Clock

O movimento também pode ser realizado na direção dos ponteiros das 3 horas e 9 horas, ao levar o nariz para a direita e esquerda ou desenhando um círculo com a ponta do nariz; ao tentar acompanhar todos os ponteiros do relógio no sentido horário e anti-horário. Procure perceber se consegue desenhar um círculo quase perfeito ou se algum pedaço do movimento fica mais retilíneo do que deveria e a cada repetição, tente realizar o movimento corretamente.

Variação “Círculo” do Cervical Clock

Após realizar entre 10 e 15 repetições de cada movimento, procure perceber se há diferença no apoio da cabeça no solo, na curvatura do pescoço, na tensão – relaxamento dos músculos do pescoço e na amplitude da respiração. “Conecte-se” com suas percepções internas e da sua pele tocando o solo. Registre as mudanças positivas e tente manter esta sensação ao longo do dia.

Procure estar atento e retomar o controle da sua postura sempre que perceber sua cabeça e seu corpo saírem do “eixo” ao longo do dia. Fortalecer todo o corpo e melhorar a mobilidade das articulações, principalmente da coluna, pode ajudá-lo também, afinal a cervical e a cabeça dependem da organização do que está abaixo delas.

Pilates alonga, fortalece, mobiliza e melhora nossa consciência de maneira global e integrada: Mente, Corpo e Espírito.

 

 

Pilates na gestação e pós-parto

Fonte: Revista + que Pilates

 

A gestação é um estado sublime, um período de 40 a 42 semanas de muitas transformações no corpo da mulher.

Durante a gravidez além do aumento do peso corporal temos também mudanças hormonais, que levam a alterações de humor, atenção e concentração. Para completar, com o passar dos meses nosso centro de gravidade vai sendo cada vez mais projetado para frente e nossa resistência muscular e respiração ficam comprometidas, além das outras mudanças!

Durante este período a prática de exercícios físicos é essencial para melhorar a qualidade de vida da futura mamãe. Dentre os exercícios podemos destacar o Método Pilates, no entanto, alguns cuidados devem ser tomados. A gestante e o seu professor devem evitar os exercícios que utilizam muita contração abdominal e de grandes alavancas. Pensando nesse momento tão especial, e na importância de praticar exercícios durante a gestação e nos pós-parto separei algumas dicas para a prática de Pilates nesse período.

O que evitar do Repertório de Mat Pilates durante a gestação:
– Devemos evitar todos os exercícios de rolamento de coluna para trás, como Roll Over, Jack Knife, Control Balance;
– Abdominais como o Hundred, o Teaser, One Leg Strech;
– A partir do segundo trimestre todos os exercícios em Decúbito Ventral devem ser evitados;

Já a prática no Estúdio com aparelhos é mais segura e eficaz para a gestante, mas ainda assim devemos evitar todos os exercícios citados acima.

Benefícios do Pilates para a gestante:
– Fortalecimento da musculatura de assoalho pélvico;
– Melhora da postura;
– Melhora da qualidade respiratória;
– Prevenção de possíveis dores lombares;
– Maior consciência corporal;
– Facilitação para o parto normal;

Quanto tempo depois do parto devemos retornar as atividades físicas?
– Assim que o Médico der alta.

No pós-parto devemos evitar as flexões laterais nos primeiros três meses, pois não sabemos se houve rompimento da diástase abdominal. É muito importante desenvolver novamente na mulher a força abdominal, força nos glúteos, força nos adutores e a mobilidade articular na região lombar.

O Método Pilates é maravilhoso para a recuperação da percepção da contração do assoalho pélvico (períneo); fortalecimento das pernas; fortalecimento da musculatura dorsal; adutores; entre outros exercícios.

 

 

Pilates evita as fraturas e eventuais lesões provocadas por quedas

Fonte: Revista + que Pilates

 


Quando ouvimos a palavra fratura, logo pensamos em acidentes ou quedas. Acidentes, todos estão sujeitos e muitas vezes não há como evitar. Mas, seestivermos em dia com nossa saúde física, podemos minimizar o problema das quedas e até mesmo evitá-las.

As causas de uma queda podem estar relacionadas ao ambiente externo – calçada inadequada, iluminação, tapetes, localização dos móveis – ou à própria pessoa que possivelmente esteja frágil em algum aspecto – com alterações sensitivas (visual, audição, tato, equilíbrio), perda de força muscular ou alterações cardíacas e vasculares graves.

É importante pensar nos fatores que ajudam o indivíduo a ter maior controle corporal para evitar uma fratura. São eles: equilíbrio, consciência corporal, flexibilidade, força, coordenação motora e concentração.

O método Pilates aborda todos esses fatores de forma segura. Por meio do equilíbrio, é possível se posicionar melhor no espaço e vencer obstáculos físicos com mais facilidade. A consciência corporal proporciona mais domínio sobre os movimentos e controle durante suas ações. A flexibilidade torna os movimentos mais elegantes e organizados, minimizando o gasto energético, fazendo com que o aluno se mova com mais fluidez. A força muscular estabiliza e sustenta todo o corpo, oferecendo novas possibilidades de posições e defesas durante um movimento brusco que possa levar a algum tipo de lesão. A coordenação motora possibilita maior independência ao aluno, já que ele atinge total controle corporal diante de seus movimentos.

Já a concentração une todos os elementos necessários para uma boa saúde física e mental. É concentrado que o aluno aprende e é concentrado que ele realiza movimentos precisos, sempre buscando a segurança e minimizando qualquer possibilidade de quedas que possam levar a algo mais grave como uma fratura e a imobilidade física.

O Pilates possui diversos exercícios, que se feitos com regularidade, podem ajudar na prevenção de quedas, torções e consequentemente, fraturas. Os exercícios de propriocepção são excelentes aliados na busca de um corpo mais seguro. Esse tipo de treinamento estimula a musculatura que estabiliza as articulações, tornando essa região mais forte e pronta para se defender durante movimentos inesperados.

O importante é trabalhar de forma global, assim o aluno adquire um corpo uniformemente saudável e estável que lhe dê segurança e que não lhe deixe na mão com fraturas ou outras lesões.

 

 

Pilates e seus benefícios na terceira idade

Fonte: Revista + que Pilates

 

Praticando Pilates, homens e mulheres acima dos 70 anos estão se sentindo mais jovens, ágeis e confiantes do que aos 50

Acompanho alunos que praticam Pilates há 21 anos ininterruptamente e é maravilhoso observar como próximos aos 80 anos, eles se movimentam de maneira leve, equilibrada e segura, quando o esperado seria a diminuição gradativa das suas capacidades físicas. Vão e voltam do solo como adolescentes, se penduram pelos braços ou pernas como crianças, carregam pesos como jovens. Com a percepção ativada e muito positiva em relação aos seus corpos devido aos anos de prática de Pilates, possuem habilidade para se proteger de movimentos que possam causar dor ou lesão.

Contrariando a prática de épocas passadas, onde se aconselhava aos mais velhos fazer repouso e evitar esforços físicos, hoje encontramos adultos com mais de sessenta anos em pleno vigor e sem problemas de saúde, colocando a realização de atividades físicas gentis e revigorantes para o corpo como parte integrante de suas vidas.

As manifestações de envelhecimento mais conhecidas, como a diminuição de massa e força muscular, associadas à diminuição dos hormônios sexuais e à fragilidade óssea, podem transformar atividades rotineiras, como levantar de uma cadeira ou abrir uma janela, em grandes desafios.

A aplicação de exercícios resistidos de forma moderada, presentes no Método Pilates, tem sido prescrita como a mais adequada à terceira idade, fortalecendo integralmente músculos e ossos. Quando bem realizada, apresenta baixo risco de acidentes vasculares em geral, oferecendo, segundo recentes pesquisas, maior segurança do que os exercícios aeróbios contínuos. O treinamento corporal por meio do Método Pilates com predominância de exercícios resistidos, em idosos, pode ser o grande aliado da manutenção da saúde e qualidade de vida durante o processo de envelhecimento.

Com a aplicação dos 6 princípios básicos – concentração, controle, centro, precisão, respiração e fluidez -somados ao vasto repertório de exercícios executados nos equipamentos e acessórios, com sets de 8 a 10 repetições, frequência de duas a três vezes por semana e o aumento da intensidade das cargas de maneira gradual e cautelosa, as aulas de Pilates proporcionam ao aluno idoso um treino prazeroso e eficiente.

Os exercícios realizados nos equipamentos são mais seguros para alunos com mais idade do que os realizados com pesos livres, pois diminuem os riscos associados às deficiências visuais, falta de equilíbrio, dores, entre outros. Nas aulas, os praticantes são submetidos a períodos curtos, regulares e repetidos de trabalho, complementados por períodos de repouso adequados. Os vários grupos musculares são solicitados de maneira diversificada e com cargas menores, sendo esta forma, segundo pesquisas, a mais indicada para o trabalho com alunos idosos.

A prática de Pilates, além de fortalecer músculos, ossos e normalizar a flexibilidade em todas as articulações, desenvolve e mantém a capacidade do aluno de desempenhar as atividades cotidianas de maneira espontânea e promove mais facilmente a execução de esforços comuns da vida diária, tanto de alta, como de média e baixa intensidades, imprescindíveis para a autonomia funcional e a diminuição de acidentes, propiciando, inclusive, mais segurança na realização das atividades aeróbias.

O primeiro passo está numa escolha acertada e apropriada de qual atividade física a ser feita. Quais os objetivos com a atividade? Performance? Vaidade? “Projeto verão”? Ou:  Saúde? Qualidade de vida? Consciência e percepção do próprio corpo? Processo de envelhecimento com plena autonomia? Daí percebo, mais uma vez, como Joseph Pilates estava realmente à frente de seu tempo, pois em sua filosofia considerava como fundamental a prática de Pilates para a melhora e manutenção da qualidade de vida e da saúde, numa contra-corrente aos exercícios considerados por ele como artificiais, ou seja, aqueles que submetem o corpo a esforços sucessivos, em posições desequilibradas, sob tensões até a exaustão.

Cabe a nós, instrutores de Pilates, a responsabilidade e atuação como disseminadores das práticas de saúde, orientando os alunos, principalmente os mais jovens, nesta tomada de decisão, para que continuemos, futuramente, a nos surpreender tão positivamente como estamos nos surpreendendo agora com nossos alunos de 60 anos ou mais.

 

 

Pilates contra a obesidade

Fonte: Revista + que Pilates

 

O Método Pilates pode auxiliar no controle e na diminuição do peso corporal

 

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 56% da população sofre com excesso de peso e 13% dela está obesa no Brasil. Ou seja, mais da metade da população brasileira está acima do peso.

O Pilates pode ajudar nesta causa, pois quem o pratica também queima calorias. Em uma aula iniciante, a média de gasto calórico do praticante é de quase 200 calorias, segundo estudo publicado na Revista Científica ENAF. Numa aula mais avançada, o praticante pode gastar até 500 calorias.

Claro que não é somente este o foco do método, visto que ele auxilia de diversas maneiras: diminui a ansiedade, causando um maior controle sobre a reeducação alimentar; aumenta a autoestima, proporcionando ao praticante mais vontade de cuidar de si mesmo; aumenta o percentual de massa magra e consequentemente o praticante gasta mais calorias mesmo em repouso; protege as articulações para o exercício aeróbico mais intenso; proporciona mais disposição, relaxamento e concentração para outras atividades de vida diária.

Sabemos que a obesidade não interfere apenas na estética, mas na saúde geral do indivíduo. A obesidade e o sedentarismo são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. Para que esse indivíduo tenha sucesso na busca por uma vida melhor, ele deve associar a prática de Pilates com reeducação alimentar e atividade aeróbica, como caminhada, natação, corrida, bicicleta. Para realizar estes exercícios, é importante que sua musculatura e articulações estejam preparadas e é aí que entra o Pilates, arrumando o corpo para uma nova fase mais saudável.

Inicialmente, é importante trabalhar a consciência corporal, onde o aluno irá redescobrir seu próprio corpo; identificar pontos fortes e fracos e encontrar seu equilíbrio; possibilitar o fortalecimento global, principalmente dos músculos que auxiliam na manutenção de uma boa postura, como abdominais e paravertebrais; alongar; estimular a mobilidade articular; além de realizar alinhamento postural.

Desta forma, com o decorrer das aulas, o aluno vai percebendo as mudanças de hábito e comprovando os benefícios do método em sua rotina, desenvolvendo o prazer pela atividade física e compromisso com seu bem estar e qualidade de vida.

O Pilates, sem dúvida, veio para ficar e auxiliar a população brasileira na busca por um estilo de vida mais saudável. Portanto, ninguém deve ficar de fora de uma boa aula. É só se divertir e aproveitar os benefícios do método, desde que, sempre acompanhado de um profissional altamente competente e habilitado.

 

Pilates gera hipertrofia muscular?

Fonte: Baseado no texto da Fisiociência

 

O músculo é m órgão secretor hormonal capaz de produzir fatores de crescimento hormonal como o IGF e MGF (insuline e mechanic grow factor) quando submetido à contração submáxima, gerando assim a ativação de células satélites musculares que através de processos moleculares promovem a síntese proteica, o que gera aumento do volume muscular o qual definimos como hipertrofia (Coutinho et. al. 2005, 2006).

Pilates e o caminho para a hipertrofia

Os exercícios desenvolvidos no método Pilates consideram duas características cinesiológicas e funcionais esseciais no rpocesso de ganho de trofismo. A primeira característica do método é a realização de padrões motores em aplitude máxima, o que sugere a estimulação mecânica na junção miotendínea e o que gera a produção de fatores de crescimento muscular longitudinal (NOs), promovendo o que chamamos de hipertrofia longitudinal. A segunda característica é a realização de contrações submáximas as quais devem estimular a produção de MGF promovendo a hipertrofia radial desta forma teremos provavelmente o que denominamos de HIPERTROFIA ORGANIZADA.

Qualquer pessoa poderá desenvolver hipertrofia decorrente do método Pilates, contudo, quanto mais velha a pessoa, menor sua capacidade de gerar síntese de proteína muscular, devido a uma série de alterações hormonais decorrente do processo de envelhecimento. No entanto, se praticado corretamente, o método é capaz de gerar contrações submáximas no músculo que responderá com a produção de MGF. Não importa a idade, o músculo responde.

A grande vantagem deste método é que todos os exercícios são indicados para o que chamamos de hipetrofia organizada, não só força, mas equilíbrio neuro muscular será gerado, musculos fortes, flexíveis e jovens aos 20 ou as 80 anos.

Por que o Pilates faz bem para a saúde?

Fonte: Revista Pilates

 

Você já deve ter ouvido que o Pilates faz bem para a saúde postural e que diminui dores nas articulações em geral, não é mesmo?

Eu mesma já escrevi vários textos aqui para a Revista Pilates, dando dicas de exercícios fáceis para cuidar da postura, de dores nas costas etc.

Mas você sabe por que exatamente o Pilates é tão indicado para a postura e problemas articulares em relação às outras modalidades de treinamento?

Hoje em dia existem inúmeras formas de se exercitar – musculação, atividades aquáticas, yoga e esportes em geral. Porém, o método Pilates tem conquistado cada vez mais relevância nesse cenário.

Além de ser um sistema de exercícios com equipamentos exclusivos, a filosofia e os princípios do método proporcionam a perfeita conexão mente e corpo, fazendo com que haja uma educação do movimento.

Compreendendo o funcionamento da biomecânica do próprio corpo, é possível move-lo de maneira inteligente, segura e eficaz.

O fortalecimento no método Pilates acontece de dentro para fora. Primeiro recrutam-se as musculaturas mais profundas e depois as superficiais.

Todos os exercícios de mobilização específica e global que são realizados em uma aula têm por objetivo, entre tantos outros, o acionamento e fortalecimento dos músculos profundos de cada articulação: os estabilizadores. Esses músculos são estimulados através exercícios de baixa intensidade e pequenas amplitudes.  Eles são responsáveis por controlar os movimentos que realizamos e preservar a saúde do nosso sistema passivo (articulações, ligamentos, entre outros).

A partir desse trabalho, as articulações estão preparadas para realizar exercícios de maior amplitude e sobrecarga. E então passamos para o fortalecimento das musculaturas superficiais, que são aquelas que sentimos ao fazer esforço, ou que às vezes ficam tensas.   Elas são responsáveis por todo movimento que somos capazes de realizar.

Fortalecendo apenas a musculatura superficial não garantimos o controle do movimento no sentido mais amplo.  As estruturas corporais continuarão em desequilíbrio e novas tensões irão se manifestar.

Quando o fortalecimento é construído de dentro para fora, o corpo estará apto para realizar movimentos mais desafiadores, que exijam força global e grande amplitude de movimento.

Todos os exercícios do Pilates visam amplitude de movimento com qualidade de execução. Sendo assim, a flexibilidade e a mobilidade estão sempre integradas ao trabalho de força e controle do movimento. É a perfeita sinergia das habilidades motoras em prol do equilíbrio – no sentido amplo da palavra.

Acredite! Você tem uma ferramenta incrível para se mover e educar a biomecânica corporal.

O Pilates pode não ser a única atividade que você vai praticar por toda a sua vida. Mas com certeza ele será a base para que você possa praticar o que quiser com maior controle e autoconhecimento.  

E lembre-se: O Pilates educa o corpo que se propõe a praticá-lo, independentemente de suas restrições. Todas as limitações do praticante devem consideradas pelo instrutor, que adaptará os exercícios quando necessário.