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Fonte: ITC Vertebral

INSTABILIDADE VERTEBRAL

 

SOBRE A DOENÇA

 

INSTABILIDADE VERTEBRAL

A estabilidade da coluna depende de elementos estáticos e dinâmicos, segundo Bisschop (2003). Os elementos ditos estáticos são os corpos vertebrais, as articulações facetarias bem como suas cápsulas articulares, os discos intervertebrais e os ligamentos espinhais. Na presença de um trauma o efeito estabilizador do elemento estático pode diminuir, pois é alterado o arco de movimento, em sua fase inicial onde há apenas uma pequena tensão interna, denominado zona neutra, ou seja, no início do movimento. A partir daí é necessário a ativação dos elementos dinâmicos no intuito de prevenir a instabilidade. Nos elementos dinâmicos estão presentes os sistemas miotendíneo espinhal e a fáscia tóraco-lombar. Então segundo estudos efetivados por O’Sullivan (2000), a instabilidade da coluna lombar acontece porque há uma inconstância do segmento móvel secundário à lesão e acometimento dos elementos dinâmicos deixando vulnerável a zona neutra.

 

Em uma visão menos complexa, pois segundo estudos realizados por Hides et al (1996) este fator é um dos que contribuem para instabilidade da coluna lombrar, o desequilíbrio entre os extensores e flexores é um forte indício para desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar, dentre ele a instabilidade da coluna vertebral (LEE, 1999 apud KOLYNIAK et al, 2004). Para Hides et al (1996) o multífido é o músculo diretamente ligado a instabilidade lombar, uma vez que ele é o principal músculo estabilizador dessa região e toda lesão neste leva a efeitos diretos sobre a estabilização segmentar vertebral lombar. Gill e Callaghan (1998 apud IMAMURA et al, 2001) identificaram déficit significante de propiocepção na coluna vertebral na presença de distúrbios lombares. Fator este relevante uma vez que a coordenação muscular e o equilíbrio fisiológico dos músculos agonistas e antagonistas, promovem esta propriocepção. Leinonen et al (2003), complementando os estudos de Hide et al (1996) e Gill e Callaghan (1998 apud IMAMURA et al, 2001), relatam a atrofia do multífido na presença de lombalgia sugerindo que este fato teria um efeito nos receptores musculares prejudicando a propriocepção lombar. Ebrahime et al (2005) em seus estudos detectaram fadiga nos músculos extensores lombar em indivíduos com dor lombar, instabilidade lombar sintomática. Enquanto que, às vezes, um único mecanismo é responsável por um determinada lesão, com certa freqüência os mecanismos responsáveis por uma lesão são muitos e variados. A categorização dos mecanismos de lesão baseia-se em conceitos mecânicos, respostas teciduais ou uma combinação dos dois. Alguns autores identificam sete mecanismos básicos da lesão: contato ou impacto, sobrecarga dinâmica, uso excessivo (overuse), vulnerabilidade estrutural, inflexibilidade, desequilíbrio muscular e crescimento rápido. Existem outros fatores que influenciam que é : idade (durante os anos de formação e com o passar dele vem a degeneração), sexo ( hormônios, sociologia etc.) genética (que influenciam a composição da matriz tecidual tendo degeneração dos discos, rupturas, artroses etc.), estado fisiológico e condição física, nutrição, estado psicológico, fadiga, ambiente (clima, terreno, altitude etc.), equipamento e medicamento.

 

 

SINTOMAS DA INSTABILIDADE VERTEBRAL

 

A dor, que é entorpecida, limitante, profunda e geralmente constante, pode estar localizada na área média da coluna, ou pode se irradiar para as nádegas ou membros inferiores. Raramente se irradiam além dos joelhos e evidências de pressão nervosa geralmente estão ausentes.

A sensação dolorosa piora quando o paciente se mantém por longos períodos em uma só posição, por exemplo, em pé ou sentado e a alteração da postura, por exemplo, deitando-se ou arqueando a coluna, pode aliviar a dor.

A coluna é vulnerável a qualquer movimento forçado ou inesperado, como no levantamento ou torção do tronco, que pode resultar em uma tensão aumentada sobre os tecidos moles circundantes, especialmente sobre os ligamentos longitudinais anterior e posterior das articulações.

 

 

CAUSAS DA INSTABILIDADE VERTEBRAL

 

Ela ocorre em ambos os sexos, geralmente na terceira ou quarta décadas e envolve o disco L4 ou menos comumente o disco L5. Este tipo de instabilidade geralmente acompanha alterações degenerativas no disco e nas articulações zigoapofisárias.

A instabilidade também pode ocorrer em pacientes com espondilolistese após trauma ou pós-operatoriamente após uma descompensação de uma estenose da coluna lombar, todas estas causas sendo evidentes nas radiografias. Uma perda da função muscular é um achado concomitante comum.

 

 

DIAGNÓSTICOS E EXAMES

 

Os sinais clínicos podem ser difíceis de esclarecer, especialmente se a amplitude de movimentos geral da coluna for normal, apesar de certas vezes ser possível se encontrar alguma perda na amplitude esperada de flexão ou extensão.

A instabilidade mecânica pode produzir dor na movimentação ativa, tipicamente como um arco de dor, que pode ocorrer tanto durante a flexão ou se o paciente se estender a partir de uma posição fletida.

Uma sensibilidade pode ser encontrada localmente sobre o segmento da coluna.

 

Investigações

 

O diagnóstico necessita ser confirmado pelas radiografias, são a demonstração da instabilidade em todos os planos de movimento da coluna. Nas radiografias laterais, com o paciente em extensão e flexão total, o movimento anormal com perda do mecanismo normal de rolamento pode ser detectado. A vértebra superior pode se mover para frente sobre a inferior durante flexão, e pode estar associada a um estreitamento da parte anterior do disco. Alternativamente, um movimento de deslizamento posterior excessivo da vértebra superior pode ocorrer à extensão lombar.

Existe o teste clínico do “Cisalhamento” que provoca movimentos vertebrais antero-posteriores quando o achado é positivo.

 

TRATAMENTO PARA INSTABILIDADE VERTEBRAL

 

 

  • Estabilização Vertebral
  • Pilates
  • Musculação

 

 

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Doenças da Coluna - Fibromialgia

Fonte: ITC Vertebral

SOBRE A DOENÇA 

 

Fibromialgia consiste em um quadro patológico no qual o paciente apresenta dores não inflamatórias generalizadas e intermitentes, sendo observadas mais intensamente em pontos específicos corpóreos denominados como “tender points”, zonas específicas de maior incidência dolorosa em que o terapeuta avalia por meio de um exame palpatório. Esta enfermidade está comprovadamente relacionada a disfunções quanto a produção e recepção de determinados neurotransmissores pelo organismo, assim como nota-se uma série de características presentes entre os portadores. Normalmente são pessoas submetidas a um estresse prolongado, quadro depressivo, transtornos de ansiedade, morbidades adquiridas, maus hábitos alimentares, vida monótona, problemas de cunho familiar, conjugal ou laboral, dentre outros.

 

Por se tratar de um quadro em que o organismo está ativo abaixo dos níveis essenciais para um bom funcionamento, fatores estruturais também merecem respaldo. Em um corpo depressivo e com dor há muito tempo, a musculatura fica comprometida e, consequentemente, a sustentação do corpo também é alterada. Dessa forma, alguns distúrbios de coluna podem se instalar, como o aumento das dores locais bem como o surgimento de um quadro degenerativo (artrose ou hérnia discal).

 

TRATAMENTO PARA FIBROMIALGIA

 

É indispensável a manutenção do condicionamento musculoesquelético associado a reabilitação psicoterapêutica, além de correções de hábitos de vida e alimentares que podem estar interferindo na produção dos neurotransmissores em questão.

O Pilates é muito recomendado para o alívio das dores.

 

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Doenças da Coluna - Estenose Lombar

Fonte: ITC Vertebral

ESTENOSE LOMBAR

 

SOBRE A DOENÇA

O QUE É ESTENOSE LOMBAR?

 

estreitamento do canal vertebral. A coluna é uma estrutura móvel, bastante sujeita a traumatismo e a degeneração, que é o processo de desgaste gradual que acompanha o envelhecimento, mas pode ser acelerado em alguns indivíduos.

 

A estenose é o estreitamento do canal vertebral, decorrente de fatores congênitos ou adquiridos como: desgaste progressivo das estruturas da coluna, associado a pequenos traumas repetidos durante a vida. Levando à compressão mecânica ou vascular. E produzindo radiculopatia ou mielopatia. Esse estreitamento poderá dar-se principalmente na coluna cervical e lombar.

 

A estenose cervical é a denominação que se dá ao conjunto de processos do envelhecimento natural que ocorre na coluna cervical, processos esses como a degeneração da superfície articular, ligamentos, diminuição da altura do intervalo entre os corpos vertebrais, com decorrente aumento além de seus limites fazendo com que haja compressão no canal central da coluna, estreitamento este gradativo do citado canal e dos forames de conjugação (por onde saem os nervos que vão para os membros superiores), podendo comprometer tanto as raízes nervosas como a medula espinhal.

Estenose lombar é o estreitamento do canal vertebral na região lombar. O canal vertebral contém a medula espinhal desde a porção cervical até a porção lombar alta. A porção média e a inferior do canal lombar contém as raízes nervosas da chamada cauda eqüina. O canal estreito pode comprimir estas raízes e determinar sinais e sintomas neurológicos.

 

 

 

SINTOMAS DA ESTENOSE LOMBAR

 

Os sintomas da estenose lombar podem aparecer gradualmente ou desenvolver rapidamente. Embora seja parte do processo de envelhecimento normal, muitas vezes essa estenose provoca sintomas de compressão dos nervos, dor, diminuição de força nos membros inferiores e superiores, diminuição da sensibilidade, dificuldade de controlar os esfíncteres da bexiga e do anus e até mesmo impotência sexual .

 

CAUSAS

 

  • Congênita
  • Adquirida: desgaste progressivo das estruturas da coluna, associado a pequenos traumas repetidos durante a vida.

 

 

DIAGNÓSTICO E EXAMES

 

O diagnóstico da estenose lombar é feito a partir dos dados obtidos da história contada pelo paciente e do seu exame físico. A confirmação do diagnóstico é feita através de exames por imagens, em geral a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada da coluna lombar.

 

TRATAMENTO PARA ESTENOSE LOMBAR

 

Medicamentos, atividade física com Pilates, orientação da postura com RPG, manutenção do peso ideal e cirurgia são algumas formas de tratar a estenose e seus sintomas. O tratamento conservador consiste em analgesia e correção postural. A analgesia pode ser feita medicamentosamente, com analgésicos ou anti-inflamatórios, ou pela acupuntura ou dry-neddling. A reeducação postural visa a aumentar a flexibilidade postural do paciente, ampliando suas possibilidades de movimentação, pois é certo que a sintomatologia aparece quando os limites que o processo degenerativo impõe são ultrapassados. Dessa forma, quando o processo degenerativo se intensifica comprimindo as raízes nervosas e gerando sintomas neurológicos.

 

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Doenças da Coluna - Espondilolistese

Fonte: ITC Vertebral

SOBRE A DOENÇA

O QUE É ESPONDILOLISTESE

 

É um deslizamento de um corpo vertebral no sentido anterior, posterior ou lateral em relação à vértebra de baixo. Este escorregamento para frente de uma vértebra em relação a outra subjacente, ocasiona dor ou sintomatologia de irritação de raiz nervosa.

 

 

CLASSIFICAÇÃO DA ESPONDILOLISTESE

 

A mais aceita é a classificação de Wiltse e Bradford que tem como diferencial a etiologia do escorregamento vertebral. As listeses são divididas em 5 grupos da seguinte forma – Displásica – Anomalia da porção superior do sacro ou do arco de L5, Ístmica – Lesão do istmo vertebral por fratura de fadiga, Degenerativa – Secundária a processo degenerativo do disco ou articulação intervertebral posterior, Traumática – Fratura aguda do arco posterior da vértebra, Patológica – Enfermidade óssea que acomete o arco posterior (tumor ósseo, etc).

 

Estes deslizamentos vertebrais foram classificados por Meyerding conforme sua intensidade. Grau I de zero a 25%, Grau II de 25% a 50%, Grau III de 50% a 75% e Grau IV de 75% a 100%. O Grau V seria a pitose vertebral.

 

 

SINTOMAS DA ESPONDILOLISTESE

 

  • Dor Lombar
  • Dor irradiada (dor Ciática)
  • Dor nas pernas ao caminhar
  • Formigamento
  • Encurtamento dos músculos posteriores das pernas
  • Perda de força e coordenação dos movimentos
  • Incapacidade de andar

 

 

CAUSAS DA ESPONDILOLISTESE

 

A espondilolistese degenerativa ocorre em adultos e idosos, pois é provocada pelo desgaste das articulações facetárias, como parte do quadro de degeneração da coluna.

 

A espondilolistese ístmica ocorre por um defeito das articulações facetárias, que pode ser de natureza congênita ou devido a lesões ocorridas na infância. Como pode ser por uma má-formação congênita, a espondilolistese ístmica é comum na infância e adolescência.

 

 

DIAGNÓSTICO E EXAME

 

  • Raio-x
  • Ressonância Magnética

 

TRATAMENTO PARA ESPONDILOLISTESE

 

 

 

Conservadores

 

  • Medicações (Antiinflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos, etc)
  • Fisioterapias
  • Acupuntura
  • Reabilitação Muscular

 

 

Cirúrgico (Na falha dos tratamentos conservadores ou alterações neurológicas)

 

  • Fusão (Artrodese)
  • Fixação Dinâmica

 

 

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Doenças da Coluna - Espondilólise

Fonte: ITC Vertebral

SOBRE A DOENÇA 

O QUE É ESPONDILÓLISE

 

A espondilólise é uma alteração da coluna vertebral que ocorre principalmente em atletas cujos exercícios demandam hiperextensão da coluna. É o escorregamento de uma vértebra (geralmente a ultima da região lombar, chamada quinta lombar- L5) sobre o osso sacro que é inclinado. Isso ocorre porque a L5 tem um defeito congênito ou adquirido, num lugar da vértebra chamado de pedículo.

 

Geralmente o que acontece é que há um pequeno defeito congênito, uma soldadura incompleta, que com a prática esportiva, acaba rompendo-se, causando uma espondilolistese (espôndilo = vértebra, Lise = ruptura, listese = escorregamento).. O importante é que mesmo nesses casos de grau mOs autores chamam atenção que se deve evitar operar os adolescentes com esse problema, devido ao crescimento posterior.

 

Sintomas da espondilólise

 

O quadro clínico costuma ser desde não sentir absolutamente nada até uma lombalgia crônica de pequena intensidade, não incapacitante, cujo diagnóstico é difícil, tardio. A dor não impede a prática esportiva, mas atrapalha. Aproximadamente 50% dos atletas da equipe olímpica de 1996, de ginástica olímpica dos EUA, tiveram esse diagnóstico. Há casos, entretanto, em que a dor é incapacitante e que altera a qualidade de vida do adolescente ou do atleta. A vértebra mais freqüentemente acometida é a L5.

 

CAUSAS DA ESPONDILÓLISE

 

Ocorre porque a L5 tem um defeito congênito ou adquirido, num lugar da vértebra chamado de pedículo. Geralmente o que acontece é que há um pequeno defeito congênito, uma soldadura incompleta, que com a prática esportiva, acaba rompendo-se, causando uma espondilólise (espôndilo = vértebra, Lise = ruptura).

 

DIAGNÓSTICO E EXAME

 

O Diagnóstico pode ser feito por radiografias simples, tomografias que visualizam esse pedículo, o qual parece

fraturado. Quando o grau de espondilolistese é máximo (L5 encontra-se completamente à frente do sacro) pode ser chamada de espondiloptose.

 

TRATAMENTO PARA ESPONDILÓLISE

 

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral e Exercícios de Pilates. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

 

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Doenças da Coluna - Espondilite Anquilosante

Fonte: ITC Vertebral

SOBRE A DOENÇA

A espondilite anquilosante é mais comum em homens, geralmente em adultos jovens. Os primeiros sintomas se iniciam entre 18 e 25 anos. Acredita-se que o fator genético está associado à doença. Os sintomas inicialmente ocorrem como uma dor na região lombar e sacro (no final das costas), e a dor é de pouca intensidade, mas de característica inflamatória; isto é, não alivia com o repouso. É comum haver rigidez matinal e haver redução ou retificação da lordose lombar (a parte final das costas fica retificada).

 

Os ossos das vértebras da coluna crescem, formando pontes entre as vértebras; às vezes, envolvendo completamente as juntas, impedindo, assim, que ela se mova, causando a rigidez denominada anquilose. Em algumas pessoas, com o avançar da doença, pode haver uma rigidez em flexão. O paciente fica encurvado e fixo para frente. O diagnóstico é feito pelo médico e é baseado na história do paciente, por um conjunto de sintomas (como dor nas nádegas e costas) e pelos exames de imagem (raio x, ressonância magnética ou tomografia computadorizada) da bacia, da coluna e das articulações afetadas.

 

TRATAMENTO PARA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

 

O tratamento realizado pelo fisioterapeuta consiste em manter a mobilidade articular em regiões não acometidas. Para isso, é necessário seguir um regime rigoroso de exercícios diários, que envolve exercícios de posicionamento e extensão espinhal, de respiração e para as articulações periféricas. Devem ser realizados exercícios para melhorar a postura, manter ou aumentar a mobilidade e a flexibilidade da coluna vertebral, alongamento e fortalecimento muscular da coluna, dos membros superiores e inferiores, além de exercícios respiratórios.

 

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Doenças da Coluna - Escoliose

Fonte: ITC Vertebral

SOBRE A DOENÇA

O QUE É ESCOLIOSE?

A coluna vertebral vista por trás deve ser reta, alinhada. A escoliose é uma deformação morfológica da coluna vertebral nos três planos do espaço (Souchard e Ollier, 2001). Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas para frente e para trás e em volta do seu próprio eixo. Essa torção em maiores graus determina a gravidade da escoliose e a forma de ser tratada.

 

Classificação da escoliose quanto a forma da curva: curva simples, sendo esta à direita ou à esquerda (escoliose em “C”); Curva dupla, (escoliose em “S”). Lembrando que a direção da curva é sempre identificada pela convexidade da coluna.

 

Classificação das curvaturas escolióticas, podendo estas serem: cervicotorácicas, torácicas, toracolombares, lombares e lombossacrais.

 

Relacionando o grau da angulação da escoliose e o tratamento correspondente, temos:

 

1)0 à 10 graus: não há necessidade de tratamento fisioterápico.

 

2)10 à 20 graus: há necessidade de tratamento fisioterápico.

 

3)20 à 30 graus: tratamento fisioterápico e uso de colete ortopédico ou de Milwakee.

 

4)30 à 40 graus: uso do colete ortopédico ou Milwakee.

 

5)40 à 50 graus: somente tratamento cirurgico.

 

CAUSAS DA ESCOLIOSE

 

Idiopática : causa desconhecida (70% dos casos)

Neuromuscular : seqüela de doenças neurológicas, como por exemplo poliomielite, paralisia cerebral.

Congênita : oriunda de uma má-formação

Pós-traumática

 

DIAGNÓSTICO

 

O diagnóstico é feito através de testes clínicos e de radiografias. Em todos os casos de escoliose, é importante o diagnóstico precoce e a avaliação clínica completa e radiológica do paciente.A avaliação postural faz parte da avaliação clínica, sendo de fundamental importância para o diagnóstico. Nela, o examinador compara os dois hemicorpos do indivíduo nas vistas anterior, posterior e lateral, observando possíveis diferenças e assimetrias ( Calliet, 1979). O controle da evolução sistemática é a forma de minimizar os danos dessa patologia que, quando não tratada corretamente, pode causar danos irreparáveis.

 

TRATAMENTO PARA ESCOLIOSE

 

O tratamento da escoliose baseia-se, dentre outros fatores, na idade, na flexibilidade, na gravidade da curva e na sua etiologia, compreendendo a correção das deformidades, com tratamento conservador, que inclui fisioterapia e utilização de coletes, adaptação de palmilhas posturais que incrementam a eficácia e o tempo do tratamento (Podoposturologia) ou o tratamento cirúrgico (Tribastone, 2001). Na opção de tratamento conservador a fisioterapia utiliza-se dos benefícios da R.P.G. ou Reeducação Postural Global, como método que corrige ou minimiza a escoliose através da identificação da causa do problema. O Pilates também é indicado.

 

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Doenças da Coluna - Cifose

Fonte: ITC Vertebral

SOBRE A DOENÇA

O QUE É CIFOSE

Definida como um aumento da curvatura no plano sagital da coluna torácica. Alguns autores citam que o ângulo da cifose torácica pode variar normalmente entre 20º e 40º utilizando o método de Cobb (POOLMAN, BEEN & UBAGS, 2002). Outros citam que a cifose torácica média é de 37º Cobb (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005), e fixam entre 20º a 50º Cobb o limite entre o fisiológico e o patológico (FON, PITT & THIES, 1980); (BERNHARDT & BRIDWELL, 1989).

As curvaturas da coluna são definidas durante o crescimento e suas amplitudes variam de indivíduo para indivíduo. Para cada pessoa essa combinação de curvas resulta em uma economia fisiológica para a postura em pé. É preciso levar em consideração essa grande variedade fisiológica para classificar essas curvaturas em patológicas e não patológicas. As hipercifoses patológicas podem ser divididas em dois grandes grupos, aquela em que o caráter patológico se deve a importância de sua curvatura (ou posturais) e aquelas em que a característica patológica é inegável como nos casos de doenças congênitas ou adquiridas, as quais são responsáveis pelo desenvolvimento da curvatura acentuada (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005).

 

SINTOMAS DA CIFOSE

 

A instalação da deformação (costas arqueadas) faz-se, habitualmente, de forma lenta, com ou sem dor nas costas, fadiga, sensibilidade e rigidez da coluna vertebral.

 

CAUSAS DA CIFOSE

 

Hipercifose: Dorso curvo juvenil

Etiologia: postural

Tipos: Leve (até 50 graus), moderada (maior que 50)

Incidência: mais comuns no sexo feminino

Evolução: podem se estruturar

Tratamento conservador: eficiente – órtese ou fisioterapia postural

Tratamento cirúrgico: raramente indicado

 

Hipercifose: Doença de Scheuermann

Etiologia: Cunhamento vertebral >5º

Tipos: Leves: até 50º; Moderadas: 50-70º; Severas >75º

Incidência: – 

Evolução: Progressivas e dolorosas

Tratamento conservador: Fisioterapia nas curvaturas leves

Tratamento cirúrgico: Moderadas e severas

 

Hipercifose: Paralíticas

Etiologia: Neuromuscular

Tipos: miopáticas e neuropáticas

Incidência: depende da doença primária

Evolução: aumenta a fraqueza muscular; piora a deformidade

Tratamento conservador: pouco eficiente

Tratamento cirúrgico: operação precoce

 

Hipercifose: congênitas

Etiologia: má formação

Tipos: Falhas de formação

Incidência: – 

Evolução: podem causar quadro neurológico

Tratamento conservador: pouco eficiente

Tratamento cirúrgico: precoce

 

Hipercifose: inflamatórias

Etiologia: osteomielites

Tipos: Leve, moderada e severa; Agudas e crônicas

Incidência: aumentando no presente

Evolução: progressiva se não tratada

Tratamento conservador: clínico-medicamentoso; fisioterapia

Tratamento cirúrgico: Se progressiva ou com quadro neurológico

 

Hipercifose: Pós-traumáticas

Etiologia: Fraturas – Trauma e Osteoporose

Tipos: Fraturas instáveis agudas e crônicas

Incidência: Jovens- Trauma osteoporose – senil sedentário

Evolução: pode evoluir – bom nas osteoporóticas

Tratamento conservador: agudas gesso e colete – crônicas fisioterapia analgésica

Tratamento cirúrgico: se progressivas – raramente nas osteoporóticas

 

 

DIAGNÓSTICO E EXAME

 

A observação do doente evidencia a curvatura da coluna (corcunda) que nem sempre é reconhecida pelo próprio, mas pelos familiares e amigos. A radiografia da coluna confirma o diagnóstico.

 

 

TRATAMENTO PARA CIFOSE

 

Depende da causa que origina a deformação: se é consequência de uma postura incorreta, o tratamento é feito por meio de exercícios de fisioterapia, pelo uso de colchões mais firmes e, se necessário, o uso de coletes ortopédicos até se completar o crescimento bem como a adaptação de palmilhas posturais que incrementam o tempo e a eficácia do tratamento; o tratamento dos outros tipos de cifose inclui a identificação e tratamento da causa. Dentre as técnicas de fisioterapia podemos utilizar a Reeducação Postural Global (RPG) que é um método totalmente isento de medicamentos e consiste de manipulações vertebrais e de membros, visando a liberação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais. Estas manipulações são sincronizadas com respiração específica para cada caso. É solicitado ao paciente um determinado tipo de respiração, como p. ex.: respiração abdominal, respiração apical etc. Assim haverá um ajuste entre respiração e postura. Isto é necessário pois o principal músculo da respiração(músculo diafragma) tem uma grande importância em muitos desvios.

 

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