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A Clínica

Localizada no Centro de Canoas desde 2009. Contamos com fácil acesso e ambiente climatizado. Nossa estrutura foi projetada para atender com conforto nossos clientes e pacientes.

Atendemos nas áreas de Fisioterapia Dermatofuncional, Fisioterapia Traumato-Ortopédica, RPG Reeducação Postural Global e Terapia Manual, Pilates Contemporâneo, Pilates Clínico aplicado à Reabilitação e Pós-operatórios de cirurgias traumato-ortopédicas e cirurgias plásticas.

Nosso foco é atingir os seus objetivos com qualidade e seriedade, priorizando sempre a saúde e o bem estar.

Oferecemos atendimento fisioterapêutico diferenciado e personalizado, priorizando a excelência em fisioterapia.

Não aceitamos convênios.

Invista na sua saúde e em você, adquira longevidade com qualidade.

Atendemos homens e mulheres.

Atendimentos realizados por fisioterapeutas Pós graduados em Fisioterapia Dermatofuncional, Treinamento Funcional e Pilates.

Priorizamos a atualização permanente dos nossos profissionais, para oferecermos atendimento de qualidade e excelência. Realizando sonhos e transformando vidas.

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Responsavél Técnico:

Dra. Miriam Fagundes

Crefito 127.632 - F - Fisioterapeuta

 

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Doenças da Coluna - Osteofitose (Bico de Papagaio)

Fonte: ITC Vertebral

OSTEOFITOSE (BICO DE PAPAGAIO)

Ao longo do processo de evolução, o homem adquiriu a postura ereta. Devido à ação da gravidade, surgiram algumas complicações decorrentes dessa postura; entre elas, o aparecimento de osteófitos.

 

Com o desgaste da articulação vertebral (degeneração do disco intervertebral), acontece a instabilidade do segmento da coluna, e assim micromovimentação de forma anormal. Na tentativa de estabilizar e fusionar este nível doente da coluna, o corpo humano faz crescer osso. Assim, ocorre a formação óssea nas bordas articulares, à frente e/ou para ao lado do disco intervertebral.

 

O “bico de papagaio” ou osteofitose se manifesta quando os ligamentos e as cartilagens que envolvem as vértebras se calcificam, como forma de estabilizar a estrutura desgastada. O problema tem maior incidência na região lombar, mas pode atingir outras partes da coluna. As dores são causadas pela própria rigidez da coluna, na qual as vértebras afetadas pressionam nervos e músculos.

 

CAUSAS DA OSTEOFITOSE

 

Além da idade, outros fatores podem causar a formação do bico de papagaio:

 

– Hereditariedade;

 

– Má postura;

 

– Obesidade;

 

– Sedentarismo;

 

– Fraturas;

 

– Doenças reumáticas, etc

 

Todos eles também contribuem para desgastar as articulações e podem levar à calcificação vertebral. É um processo irreversível e progressivo, mas 90% dos casos são leves e têm controle mais fácil. Fisioterapia manual e reeducação postural ajudam a recuperar a estabilidade.

 

Assim, apesar de o osteófito continuar instalado, a dor será estabilizada devido à estrutura corporal mais forte, flexível e alinhada. A melhor alternativa continua sendo a prevenção. Quanto antes incorporar novos hábitos, menores as chances de ocorrer um osteófito no futuro.

 

POR QUE SURGE O “BICO DE PAPAGAIO”?

 

Radiograficamente, o aspecto do osteófito remete ao bico de um papagaio, vindo daí o nome popular. Alguns especialistas acreditam que o bico de papagaio possa surgir devido à desidratação do disco intervertebral, por espondilose, por pré-disposição genética, sobrecarga articular (como no caso de obesidade), devido a algum problema articular prévio (como inflamação, fratura, ruptura de ligamentos, entre outros) ou em consequência de impactos sofridos desde a infância.

 

Todavia, é importante salientar que a principal causa do aparecimento desta anomalia óssea é a permanência em posturas incorretas ao longo da vida, resultando em lesões nas articulações vertebrais. Destas últimas, originam-se os osteófitos, que por sua vez, causam a desidratação do disco intervertebral, fazendo com que as vértebras fiquem mais próximas uma da outra, com consequente compressão da raiz nervosa. Portanto, a dor presente na osteofitose decorre dessa compressão.

 

O PROBLEMA DA MÁ POSTURA

A maneira de sentar, andar, permanecer em pé ou deitado determina não só a qualidade da postura, mas a qualidade de vida das pessoas. Já é comprovado que a má postura afeta a posição de alguns órgãos internos, diminui o fluxo sanguíneo e pode prejudicar até mesmo a visão. A boa postura auxilia no equilíbrio de todo o corpo.

 

Em pé é necessário que pescoço, ombros, coluna lombar, pélvis e quadril estejam todos alinhados. Sentado, enquanto o quadril suporta o peso do corpo, os pés devem estar totalmente apoiados no chão e a coluna deve receber todo suporte do encosto da cadeira.

 

Já na infância é importante aprender a ter bons hábitos posturais. Grande parte das dores na fase adulta poderia ser evitada se as pessoas assumissem uma boa postura desde crianças. É muito importante corrigir casos em que a criança se apoia em uma só perna quando em pé, ou mesmo quando brinca sentada no chão sobre as pernas dobradas, ou ainda quando dorme de bruços. Há adolescentes que debruçam metade do corpo sobre a carteira enquanto copiam lições da lousa, o que pode comprometer bastante a saúde da coluna com o tempo.

 

No início os sintomas podem demorar a surgir, mas se o indivíduo passa anos cultivando hábitos nocivos ao deitar, sentar, parar ou andar, ossos e cartilagens sofrem um desgaste maior e localizado, sendo comum a pessoa começar a sentir dores agudas, como se fossem “pontadas” ou “choques elétricos” nas pernas, costas, ombros ou pescoço.

 

A má postura na fase de crescimento, que vai do nascimento aos 20 anos, chega a “torcer os ossos” levando a um encaixe assimétrico nas pontas dos ossos e sobrecarregando as cartilagens. Algumas vezes, este desencaixe é tão grave que chega a ser de difícil solução, levando a uma artrose (desgaste) precoce da articulação.

 

Ao dormir também é importante oferecer uma atenção especial à postura. O ideal é permitir que a espinha permaneça em sua posição normal, com sua curva natural. Dormir de bruços deve ser evitado, já que a pessoa acaba não só forçando a coluna lombar como também acaba entortando o pescoço. O ideal é dormir de lado, com um travesseiro que tenha a altura exata entre o ombro e o pescoço. Colocar um pequeno travesseiro entre as pernas ligeiramente flexionadas também é aconselhável para que o repouso seja restaurador.

 

Atenção com o tipo de calçado! Os pés devem receber uma atenção especial, já que contribuem para a boa postura. Usar calçados confortáveis é uma das primeiras medidas recomendadas quando o assunto é dor. Saltos altos, formatos apertados, ou modelos que ponham em risco a estabilidade da pessoa podem resultar em dores nas costas, cansaço extremo nas pernas, enfim, uma série de desconfortos que chegam ao consultório dos ortopedistas diariamente.

 

Para manter a boa postura é importante praticar exercícios regulares para a manutenção. Há alguns exercícios simples que ajudam a fortalecer a musculatura, dando suporte à postura ideal. Veja:

 

Para treinar o corpo a manter o alinhamento adequado, deve-se sentar no chão, com as costas contra uma parede. Certifique-se de que a cabeça, os ombros e o quadril toquem a parede e permaneça na posição por alguns minutos. O ideal é repetir o exercício diariamente até que se aprenda a alinhar a coluna. Outra dica é adotar a posição anterior, tentando levantar e abaixar sem desencostar da parede. Para exercitar a espinha, deite-se de costas, eleve os joelhos à altura peito, envolvendo-os com os braços. Role o corpo de um lado para o outro nessa posição, sem soltar, por algumas vezes seguidas.

 

Deitado de costas, repita os movimentos de bicicleta, com as pernas no ar. Pedale em grandes círculos, sem pressa e sem mover as costas. Finalmente, acostume-se a caminhar como se fosse um militar em desfile, ou seja, barriga encolhida, ombros e cabeça alinhados com a bacia para quem olha de lado. Essas dicas visam fortalecer toda musculatura que sustenta a coluna, que são os músculos abdominais, glúteos e paravertebrais.

 

A INFLUÊNCIA NATURAL DO ENVELHECIMENTO

 

Todo indivíduo está suscetível ao desgaste natural dos discos intervertebrais que aumentam conforme o avanço da idade. Somando-se a isso, caso a pessoa já tenha predisposição genética para o problema, as dores começam a surgir e, especialmente, com o envelhecimento. Porém, as pessoas que durante a vida não adotaram boa postura corporal, não praticaram atividades físicas e vivenciaram períodos intensos de estresse, apresentam maiores chances de desenvolver osteófitos.

 

QUAL O TRATAMENTO PARA BICO DE PAPAGAIO?

 

O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No primeiro caso, a adoção de novos hábitos, como boa postura, juntamente com prática de atividade física pode auxiliar no alívio das dores. Com relação ao tratamento cirúrgico, este é recomendado quando o paciente apresenta dano neurológico súbito e quando a coluna evidenciar sinais de desalinhamento progressivo com dor intensa, bem como alteração de força e sensibilidade nos membros superiores. A realização deste tipo de cirurgia habitualmente requer o uso de enxertos ósseos e implantes.

 

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral, Exercícios de Pilates e treinamento funcional . Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

 

Etapas do tratamento

 

FISIOTERAPIA MANUAL

 

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.

 

 

ESTABILIZAÇÃO VERTEBRAL

 

Durante o primeiro mês de tratamento utilizamos também a técnica de estabilização vertebral que foi desenvolvida na Austrália com o objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. Para isso contamos com o equipamento Stabilizer.

 

 

PILATES e TREINAMENTO FUNCIONAL

 

 

Após o término das sessões previstas é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento. Serão necessários estímulos frequentes e graduais que garantam a integridade das estruturas músculo-esqueléticas envolvidas e previnam contra novas crises. A opção eficiente e segura é um programa de exercícios de musculação que incluem os principais componentes da aptidão física relacionados à saúde (potência aeróbica, força e flexibilidade) ajustados de acordo com a especificidade da situação e supervisionados por fisioterapeuta.

 

 

Pilates

 

É um método que preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos.

 

Através dos seus princípios, concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força, postura o praticante do método irá melhora sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.

 

 

Fisioterapia convencional

 

Fisioterapia Traumato- Ortopédica: Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Cinesioterapia, Hidroterapia, Massagem.

 

Medicamentosos

 

Geralmente com injeções de analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares na fase aguda e o controle com medicamentos orais, para os mesmos fins, para a fase crônica.

 

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A Importância do Equilíbrio Pélvico

Fonte: ITC Vertebral

EQUILÍBRIO PÉLVICO

  

O homem passou por uma grande evolução física e biológica para chegar ao que é hoje. Foram quatro milhões de anos nesse processo.

 

A evolução do homem

Ele se distanciou do macaco com o desenvolvimento do cérebro e, consequentemente, com as aptidões neurais e motoras. O cérebro cresceu e, com isso, a caixa craniana também aumentou de tamanho. Assim, a bacia teve de se adaptar aos novos diâmetros da cabeça. O novo formato da bacia determinou uma nova postura para o homem e novas curvaturas para a coluna vertebral. Com a evolução e o desenvolvimento, o homem passou da posição quadrúpede para bípede, a bacia ficou mais larga, passou a receber mais carga do nosso tronco e isso fez com que os músculos posteriores do quadril e das costas se desenvolvessem com mais força e volume.

 

Nova postura do homem

 

Quando os homininaes andavam de quatro pés, os músculos do quadril eram finos, longos e não suportavam grandes cargas. Eles contribuíam para o movimento e deslocamentos nas árvores e muito pouco para estabilizar o tronco. Trazendo essas transformações ósseas, musculares e biomecânicas (mecânica do movimento humano) para os dias atuais, devemos ter a consciência do que seja uma boa postura e um bom equilíbrio do nosso corpo. A palavra equilíbrio é muito bem empregada nesse contexto, pois, quando temos uma má postura, seja em pé ou sentado, significa que estamos desequilibrados. Para toda falta de equilíbrio, será necessário um esforço maior dos nossos músculos para nos mantermos estabilizados.postura errada ao sentar

 

Esse maior gasto energético e excesso de trabalho dos nossos músculos irão gerar compressões nos nossos ossos e articulações, causando, assim, lesões e dores. A pergunta que fazemos é: será que estamos andando em uma corda bamba e não sabemos? Por milhões de anos, o homem evoluiu sua postura e, a partir do momento que a nossa estrutura óssea parou de evoluir, adquirimos curvaturas e posturas que nos protegem durante a vida. Porém, com a tecnologia e a modernidade, os nossos gestos corporais e posturais mudaram de maneira radical nos últimos 50 anos. O automatismo, a internet, as especificidades profissionais e muitos outros fatores fizeram com que as pessoas ficassem mais paradas. Cada vez mais, trabalhamos realizando tarefas pontuais, de movimentos repetitivos e de pouca variação. Estamos nos movimentando menos.

 

Falamos com o mundo a qualquer momento sem dar um só passo. Podemos ficar em casa com um celular na mão para resolver todos os problemas de casa ou do trabalho, existe controle remoto para tudo e carro automático não é mais objeto de luxo. Estamos parados literalmente. Se a geração dos anos 1950 fizer uma analogia com os dias atuais, perceberá como essas mudanças foram radicais e como estamos estáticos. Até o homem do campo trocou o cavalo por uma moto. Ficar sentado é a palavra de ordem, ou melhor, a postura de ordem.

 

Economizando os músculos durante a posição sentada ou em pé

 

A posição sentada é, sem dúvida, um grande vilão para a humanidade e para as alterações dos ângulos do quadril e da coluna. Os estudos comprovam que as alterações desses ângulos são os principais causadores de dores, de lesões degenerativas e, consequentemente, de cirurgias na coluna vertebral.

No momento em que conseguimos nos manter em uma boa postura, ou seja, o nosso corpo não está para frente nem para trás nem para os lados. Isso significa que estamos bem posicionados no espaço e os nossos músculos estão trabalhando muito pouco, economizando energia. Essa economia muscular e articular é o que podemos chamar de equilíbrio pélvico, equilíbrio do nosso corpo. Mostraremos, neste capítulo e no capítulo das posturas do dia a dia, a importância da boa postura em pé ou sentado para a saúde e o bem-estar da coluna vertebral.

 

Muitas pesquisas têm mostrado a importância do equilíbrio pélvico, principalmente quando observamos o homem de perfil. O posicionamento do quadril tem uma influência significativa em toda a postura da coluna vertebral. Os estudos comprovaram que, quanto mais próximo o indivíduo estiver da faixa de normalidade do equilíbrio pélvico, os músculos trabalharão com menor esforço. Menor tensão irá acontecer, haverá menor compressão nos discos e menor gasto energético. Costumamos falar para os pacientes que normalmente têm esse desequilíbrio postural, principalmente os que têm o tronco projetado um pouco mais para frente, que não adianta tratar apenas a dor ou melhorar os movimentos específicos da coluna. O mais importante é manter a coluna alinhada.

Esse alinhamento é fácil de se constatar, basta apenas fazer uma foto de perfil e verificar se o seu tronco está projetado para frente. Você poderá usar também um fio de prumo partindo do ouvido e verificar se ele passa pela linha média do ombro, no trocânter maior do fêmur, joelho e tornozelo. É importante que os profissionais de saúde e os pacientes entendam a importância e a necessidade da correção desses alinhamentos. A permanência de um tronco projetado para frente, ou seja, fora da linha de gravidade, é ter a certeza de que os pacientes não irão melhorar e os episódios de dor irão voltar.

Pesquisadores procuram, cada vez mais, comprovar que os ângulos existentes na coluna e na bacia são de grande relevância para o entendimento das lesões e das dores nas costas. Encontrar o melhor equilíbrio da bacia e da coluna é a saída para esse mal que persegue a humanidade. Para um melhor entendimento do nosso equilíbrio e da nossa postura, é importante sabermos como funcionam os músculos das costas e do quadril nesse contexto. A musculatura é a parte do nosso corpo que promove movimentos, proteção e estabilidade. Temos dois tipos de músculos que mantêm a nossa postura. O primeiro grupo são os mais profundos ou posturais. Como o nome diz, são mais internos, ficam próximos à coluna vertebral, são menores, têm funções específicas, auxiliam poucos movimentos e suportam nossas cargas e “abusos” com mais facilidade.

 

Eles economizam o trabalho do segundo grupo, que são os músculos externos, também chamados de dinâmicos. As características fisiológicas das fibras musculares dos músculos profundos são de grande resistência. Por isso, eles protegem e estabilizam a nossa coluna com mais facilidade.

 

Conhecer a coluna para prevenir e tratar patologias

 

É importante frisar que outros fatores ou alterações mecânicas (como artrose no quadril, artrose no joelho, uma perna maior que a outra, pés com deformidades, fraturas nos membros inferiores etc.) também poderão comprometer o equilíbrio da coluna vertebral. Mais uma vez fica claro que dar atenção ao paciente, ouvir tudo o que ele tem para nos contar sobre suas lesões do passado e dores atuais, além de fazer um questionário pertinente às nossas buscas clínicas serão a chave para um bom tratamento e para orientações precisas.

 

Uma das saídas para um programa preventivo de lesões degenerativa da coluna é encontrarmos as alterações da bacia e da coluna vertebral nas crianças e realizarmos tratamentos posturais que possam restabelecer as curvaturas normais e o melhor equilíbrio pélvico-lombar. Nos dias atuais, as crianças estão ficando mais tempo paradas e sentadas. Podemos estar passando por transformações sem notarmos. Os ângulos que determinam nossa postura podem estar se alterando e a população deve ser esclarecida para se envolver nesse processo.

Também propomos uma escala de aprendizado para a população sobre o programa qualitativo de fortalecimento dos músculos profundos da coluna vertebral associado ao fortalecimento dos glúteos médio e máximo e de todo o complexo do quadril. O mais importante é que pacientes e profissionais tenham consciência desses ângulos e posturas, que busquem esse ponto de equilíbrio. Ele é o ponto de partida para os tratamentos e principalmente para a prevenção das lesões degenerativas. Nós, profissionais, devemos com urgência realizarmos ações nesse sentido. Só assim poderemos tratar de forma mais definitiva essas lesões assim como preveni-las.

 

Com o entendimento da nossa postura e das possíveis lesões, fica claro também que a fisioterapia é mais ampla e complexa – diferente dos que pensam que reabilitar coluna é simplesmente infiltrar, estalar as costas e dizer que “colocou a coluna no lugar”, colocar o paciente em algum aparelho e pronto! Entender a doença, os sintomas, o mecanismo da dor e o paciente é fundamental para traçar um plano individual de tratamento. Uma vez que o paciente foi diagnosticado com alguma discopatia degenerativa, cabe ao fisioterapeuta definir o critério de escolha do tratamento. Essa triagem vai compreender aproximadamente oito condutas fisioterapêuticas que poderão ser usadas isoladamente ou em conjunto. Desse modo, fica claro que aquela fisioterapia que é feita igual para todo mundo dificilmente vai funcionar.

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Discopatia Degenerativa

Fonte: ITC Vertebral

DISCOPATIA DEGENERATIVA

  

A discopatia degenerativa é um termo que tem sido usado com muita frequência nos laudos dos exames complementares. Entender como o disco se desgasta nos ajudará no tratamento e no comportamento dos pacientes. Neste capítulo, fazemos um breve resumo de como essa lesão se instala e, para isso, mostraremos as estruturas que compõem a degeneração.

 

São três estruturas que determinam o processo de degeneração:

1 – O núcleo pulposo é a parte central do disco e é composto de cartilagem que contém uma alta concentração de proteoglicanos. Essa proteína tem a capacidade de reter a água e, consequentemente, hidratar o núcleo pulposo, mantendo, assim, o centro do disco esponjoso e flexível. Dessa forma, nossos discos são capazes de absorver choques, traumas rotacionais e auxiliar os movimentos das vértebras.

 

2 – O anel fibroso retém o núcleo pulposo. Ele é formado por um traçado de fibras entre as suas próprias paredes que permite a movimentação da coluna para frente e para trás. Esse anel é composto por duas partes: uma interna, próxima ao núcleo, e outra externa, mais densa e espessa. A perda da integridade dessa parede leva à saída do líquido gelatinoso para o meio externo. Quando isso acontece, chamamos de hérnia de disco.

3 – A terceira estrutura é composta pela parte inferior e superior do corpo vertebral, chamada de placa terminal. Ela é composta de uma cartilagem muito semelhante às das nossas articulações, chamada de cartilagem hialina. O núcleo gelatinoso é contido pelo anel fibroso e a placa terminal da vértebra superior e da vértebra inferior. As duas placas terminais são importantes para manter a hidratação do disco, pois, por meio delas, ocorre o processo de difusão, suprindo, dessa forma, a falta de vascularização existente nos discos intervertebrais.

 

 

O que causa a discopatia degenerativa?

 

Não existe um consenso sobre a causa da degeneração discal. Olhando de maneira simplista, percebemos logo que são vários os motivos, principalmente entendendo o que explicamos anteriormente sobre a anatomia do disco e placa terminal. Alguns fatores são determinantes para a degeneração: a idade, as cargas compressivas, forças vibratórias, as posturas erradas, principalmente daqueles que mantêm o tronco à frente da linha de gravidade.coluna através dos anos

 

Alguns estudos científicos de grande relevância têm mostrado que a influência genética é determinante nas discopatias degenerativas. Efeitos nutricionais são também de grande relevância, pois o disco é o maior tecido avascular do nosso corpo. Na vida adulta, ele passa a ser nutrido por difusão, como abordamos anteriormente. Existem evidências científicas de que o fumo e a obesidade sejam causas dessas lesões e das dores nas costas.

As consequências da discopatia são a diminuição da altura do disco, a diminuição de sua elasticidade e a incapacidade de absorção de impacto. Essas características aumentam as chances de rachaduras nas paredes do anel fibroso, permitindo, assim, a saída do núcleo pulposo para o meio externo (hérnia de disco). É muito comum que, nesses casos, haja instabilidade no segmento afetado. Dessa forma, os músculos externos passam a trabalhar involuntariamente no sentido de tentar estabilizar a coluna. Esses músculos, em geral, não têm muita resistência. Com isso, eles se fadigam e provocam dores nas costas.

Conforme citamos anteriormente, o envelhecimento contribui significativamente para a degeneração dos discos intervertebrais. Os profissionais de saúde devem encarar com mais simplicidade esse processo de desgaste. Ou seja, o envelhecimento, o desgaste das vértebras e a desidratação dos discos são fatores que ocorrerão em todos nós. Com o aparecimento da ressonância nuclear magnética, o diagnóstico das discopatias ficou mais fácil e cômodo para os profissionais de saúde. Mas isso não significa que toda imagem com características de desgaste vertebral ou toda dor na coluna vertebral sejam motivos de pânico ou condutas radicais.

Muitos pacientes sofrem de dores nas costas, independente das lesões degenerativas. As dores podem ser causadas por outros motivos, e não por causa das imagens apresentadas, assim como muitas pessoas têm, durante toda a vida, grandes lesões degenerativas e nunca se queixaram de dor. Cabe aos médicos e aos fisioterapeutas terem mais cautela nas explicações dadas aos pacientes e familiares, como também nas condutas ministradas aos pacientes, principalmente quando for indicar cirurgias. Sabemos que menos de 5% dos pacientes portadores de lesões degenerativas necessitam de cirurgia. Minha orientação para os meus pacientes é de que eles estejam sempre acompanhados por um verdadeiro especialista em coluna vertebral.

 

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Doenças da Coluna - Whiplash

Fonte: ITC Vertebral

O QUE É WHIPLASH?

Whiplash é um prejuízo para os tecidos moles do pescoço. Whiplash é uma lesão de estiramento dos músculos e ligamentos do pescoço para além dos limites normais de movimento. Existe muitas vezes dor e rigidez no pescoço durante os primeiros dias após uma lesão whiplash. A dor também pode ser sentida em grupos musculares próximos: na cabeça, tórax, ombros e braços.

 

CAUSAS DA WHIPLASH

 

Quando um veículo pára de repente, em um acidente ou quando atingido por trás, o cinto de segurança ira manter o corpo de uma pessoa a ser atirada para frente. Mas a cabeça segue o movimento brusco para frente e, em seguida, para trás, causando whiplash. Esse mecanismo também pode ocorrer em esportes de alto impacto como: futebol americano, boxe, entre outros.

 

SINTOMAS DA WHIPLASH

 

A dor de whiplash pode não aparecer logo após um acidente, mas por vezes pode demorar horas para se desenvolver e depois permanecer por vários dias. Os sintomas incluem tonturas, dores de cabeça, dor ou rigidez no pescoço, mandíbula, ombros, ou braços.

 

DIAGNÓSTICO E EXAMES

 

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

 

TRATAMENTO PARA WHIPLASH

 

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral, Exercícios de Pilates e treinamento funcional . Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

 

Etapas do tratamento

 

FISIOTERAPIA MANUAL

 

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.

 

 

ESTABILIZAÇÃO VERTEBRAL

 

Durante o primeiro mês de tratamento utilizamos também a técnica de estabilização vertebral que foi desenvolvida na Austrália com o objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. Para isso contamos com o equipamento Stabilizer.

 

 

PILATES e TREINAMENTO FUNCIONAL

 

 

Após o término das sessões previstas é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento. Serão necessários estímulos frequentes e graduais que garantam a integridade das estruturas músculo-esqueléticas envolvidas e previnam contra novas crises. A opção eficiente e segura é um programa de exercícios de musculação que incluem os principais componentes da aptidão física relacionados à saúde (potência aeróbica, força e flexibilidade) ajustados de acordo com a especificidade da situação e supervisionados por fisioterapeuta.

 

 

Pilates

 

É um método que preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos.

 

Através dos seus princípios, concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força, postura o praticante do método irá melhora sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.

 

 

Fisioterapia convencional

 

Fisioterapia Traumato- Ortopédica: Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Cinesioterapia, Hidroterapia, Massagem.

 

Medicamentosos

 

Geralmente com injeções de analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares na fase aguda e o controle com medicamentos orais, para os mesmos fins, para a fase crônica.

 

 

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